UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
"Mariana inicia trabalho de parto, 39 semanas de gestação. Chega à UBS com contrações 2 em 10, com dilatação 3 cm, com perda vaginal de secreção serosanguinolenta (tampão mucoso). DR. Guilherme entra em contato com o serviço da Maternidade para receber Mariana. Ao adentrar na Maternidade, Paulo é barrado e não permitem sua entrada. Mariana ganha Alice, nascida de parto normal, PN: 3.215g, E: 50cm, PC: 36cm, apgar: 8 e 9. Foi para alojamento conjunto, tendo alta da Maternidade com 72h. Foi orientada a realizar o teste do pezinho na Unidade Básica de Saúde mais próxima à sua casa"". Com qual frequência deve ocorrer o atendimento da gestante na UBS/APS segundo o Manual Técnico de Pré-Natal do Ministério da Saúde?
Pré-natal MS: Mensal até 28 sem, quinzenal até 36 sem, semanal até o parto.
O Manual Técnico de Pré-Natal do Ministério da Saúde preconiza um esquema de consultas que intensifica a frequência à medida que a gestação avança. Este esquema garante o monitoramento adequado da saúde materno-fetal e a detecção precoce de complicações.
O pré-natal é um conjunto de medidas assistenciais que visam garantir o desenvolvimento saudável da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável e sem impacto para a saúde materna. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estabelece diretrizes para o acompanhamento pré-natal, visando a qualidade e a acessibilidade dos serviços na Atenção Primária à Saúde (APS). Para gestantes de baixo risco, o Manual Técnico de Pré-Natal do MS preconiza um esquema de consultas com frequência crescente à medida que a gestação avança. Este esquema é fundamental para o monitoramento contínuo da saúde da mãe e do feto, permitindo a detecção precoce de qualquer desvio da normalidade e a intervenção oportuna. A frequência recomendada é: mensalmente até as 28 semanas de gestação, quinzenalmente entre 28 e 36 semanas, e semanalmente a partir das 36 semanas até o parto. Este cronograma otimiza a vigilância, especialmente no terceiro trimestre, quando o risco de intercorrências como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino e trabalho de parto prematuro é maior. O cumprimento dessas diretrizes é essencial para a redução da morbimortalidade materno-infantil.
O MS recomenda um mínimo de 6 consultas de pré-natal, mas a frequência ideal é mensal até 28 semanas, quinzenal até 36 semanas e semanal até o parto.
A frequência aumenta no final da gestação para monitorar mais de perto o bem-estar fetal, identificar sinais de trabalho de parto prematuro ou outras complicações que podem surgir nas últimas semanas, como pré-eclâmpsia ou restrição de crescimento.
Os objetivos incluem promover a saúde materno-fetal, identificar e tratar doenças preexistentes ou intercorrentes, preparar a gestante para o parto e a amamentação, e oferecer orientações sobre cuidados com o recém-nascido.
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