SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Paciente de 22 anos, cor branca, G2P1 AO, 7ª semana de gestação, sem história de patologias previas, compareceu à UBS para realizar sua primeira consulta de pré-natal, sem queixas, gestação anterior sem complicações. Portanto, no acompanhamento de pré-natal de baixo risco, na primeira consulta estão indicados os seguintes exames laboratoriais:
Primeira consulta pré-natal de baixo risco → Hemograma, Tipo Sanguíneo/Rh, Glicemia jejum, EAS/Urocultura, Sorologias (Toxo, Rubéola, Hepatite B, VDRL, HIV).
A primeira consulta de pré-natal é fundamental para o rastreamento de condições que podem afetar a gestante e o feto. Os exames iniciais visam identificar anemias, infecções (urinárias, sexualmente transmissíveis, congênitas), diabetes e risco de incompatibilidade Rh, permitindo intervenções precoces e melhorando os desfechos.
A primeira consulta de pré-natal é um momento crucial para estabelecer o acompanhamento da gestante e identificar precocemente fatores de risco e condições que possam comprometer a saúde materna e fetal. Para uma gestação de baixo risco, uma bateria de exames laboratoriais é indicada para rastrear e diagnosticar condições comuns e importantes. O objetivo é permitir intervenções oportunas e melhorar os desfechos da gravidez. Os exames essenciais incluem o hemograma completo, para avaliar anemia, que é comum na gestação e pode ser corrigida. A tipagem sanguínea e o fator Rh são fundamentais para identificar o risco de incompatibilidade Rh, que requer profilaxia em gestantes Rh negativo. A glicemia de jejum é solicitada para rastrear diabetes, seja pré-gestacional ou gestacional de início precoce, cujo controle é vital para a saúde do feto. O exame de urina (EAS) e a urocultura com antibiograma são indispensáveis para detectar infecções do trato urinário, inclusive assintomáticas, que podem levar a parto prematuro e outras complicações se não tratadas. Além disso, um painel de sorologias é rotineiramente solicitado para rastrear infecções com potencial de transmissão vertical. Isso inclui toxoplasmose, rubéola, hepatite B (HBsAg), sífilis (VDRL) e HIV. O diagnóstico precoce dessas infecções permite o início de tratamentos ou profilaxias que podem prevenir ou minimizar os danos ao feto e à mãe. Embora o rastreamento de citomegalovírus não seja universalmente padronizado em todas as diretrizes de baixo risco no Brasil, sua inclusão em alguns painéis reflete a importância de infecções congênitas. A abordagem sistemática e completa na primeira consulta é a base para um pré-natal seguro e eficaz.
Na primeira consulta de pré-natal, são rotineiramente rastreadas infecções como sífilis (VDRL), HIV, hepatite B (HBsAg), toxoplasmose e rubéola. O rastreamento de infecção urinária assintomática com urocultura também é fundamental para prevenir complicações.
A determinação do tipo sanguíneo e fator Rh é crucial para identificar o risco de incompatibilidade Rh, que pode levar à doença hemolítica do recém-nascido. Em gestantes Rh negativo, o Coombs indireto é solicitado para detectar sensibilização e guiar a profilaxia.
A glicemia de jejum é solicitada para rastrear diabetes pré-gestacional não diagnosticado ou diabetes gestacional de início precoce. A identificação e o controle do diabetes são essenciais para prevenir complicações maternas e fetais, como malformações e macrossomia.
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