HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Qual alternativa não representa indicação adequada para um pré-natal de alto risco?
Idade materna entre 15-35 anos NÃO é indicação para pré-natal de alto risco.
O pré-natal de alto risco é indicado para gestantes com condições que aumentam a probabilidade de desfechos maternos ou perinatais desfavoráveis. A idade materna 'ideal' (15-35 anos) é considerada de baixo risco, enquanto extremos de idade (<15 ou >35) são fatores de risco.
O pré-natal de alto risco é um acompanhamento especializado destinado a gestantes que apresentam condições ou fatores que aumentam a probabilidade de desfechos desfavoráveis para a mãe ou para o feto. A identificação precoce desses fatores é fundamental para implementar intervenções adequadas e otimizar o cuidado. A prevalência de gestações de alto risco tem aumentado devido a fatores como idade materna avançada e maior incidência de doenças crônicas. A classificação de risco gestacional baseia-se em uma série de critérios, incluindo condições maternas preexistentes (doenças cardíacas, renais, endócrinas como hipertireoidismo, doenças genéticas, dependência química), complicações obstétricas atuais (gestação múltipla, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, sangramentos), e fatores socioeconômicos. O objetivo é garantir um acompanhamento mais intensivo, com exames complementares específicos e consultas mais frequentes. A idade materna é um fator importante: gestações em adolescentes (abaixo de 15 anos) e em mulheres com idade avançada (acima de 35 anos) são consideradas de alto risco. A faixa etária entre 15 e 35 anos, na ausência de outros fatores, é geralmente classificada como de risco habitual. O manejo do pré-natal de alto risco envolve uma equipe multidisciplinar e um plano de parto individualizado para minimizar os riscos e melhorar os resultados maternos e perinatais.
As indicações incluem condições maternas preexistentes (diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, doenças genéticas, uso de drogas), complicações gestacionais (gemelaridade, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal) e fatores socioeconômicos.
A gestação gemelar aumenta significativamente o risco de complicações maternas (pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, hemorragia pós-parto) e fetais (prematuridade, restrição de crescimento, síndrome de transfusão feto-fetal), exigindo monitoramento mais frequente e especializado.
Gestantes adolescentes (<15 anos) e gestantes com idade avançada (≥35 anos) são consideradas de alto risco devido ao maior risco de complicações como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro e anomalias cromossômicas.
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