ENARE/ENAMED — Prova 2021
Qual das seguintes alternativas NÃO configura uma condição para encaminhamento ou acompanhamento de pré-natal de alto risco?
Idade < 15 anos é fator de risco, mas não critério isolado para ALTO RISCO no pré-natal.
Embora a idade materna menor que 15 anos seja um fator de risco para complicações na gestação, ela não é, por si só, um critério isolado para classificar o pré-natal como de alto risco. Outras condições como nefropatia, intervalo interpartal curto, ganho de peso excessivo ou hematoma de saco gestacional, sim, exigem acompanhamento especializado.
O pré-natal de alto risco é um acompanhamento especializado destinado a gestantes que apresentam condições que podem comprometer a saúde da mãe ou do feto. A identificação precoce desses fatores é fundamental para a intervenção adequada e a melhoria dos desfechos gestacionais. Estima-se que cerca de 10-20% das gestações sejam classificadas como de alto risco. Os critérios para encaminhamento ao pré-natal de alto risco são diversos e abrangem fatores maternos (doenças preexistentes como hipertensão crônica, diabetes, nefropatias, doenças autoimunes), fatores obstétricos (histórico de abortos de repetição, partos prematuros, óbito fetal, gestação múltipla, intervalo interpartal curto), e intercorrências na gestação atual (pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, sangramentos, malformações fetais, ganho de peso excessivo ou insuficiente). Embora a idade materna extrema (menor que 15 anos ou maior que 35 anos) seja um fator de risco, a idade isoladamente não é um critério para alto risco. Gestantes adolescentes, por exemplo, podem ter um pré-natal de baixo risco se não houver outras comorbidades ou complicações. O acompanhamento em pré-natal de alto risco visa monitorar de perto a gestante e o feto, realizar exames complementares específicos e planejar a melhor via e momento do parto, minimizando os riscos.
Os critérios incluem condições maternas preexistentes (diabetes, hipertensão, nefropatias), histórico obstétrico desfavorável, intercorrências na gestação atual (pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal, sangramentos) e fatores sociais.
Embora gestantes adolescentes (<15 anos) apresentem maior risco social e biológico, a classificação de alto risco exige a presença de outros fatores clínicos ou obstétricos, como comorbidades, complicações gestacionais ou histórico desfavorável.
O acompanhamento especializado permite a detecção precoce e o manejo adequado de complicações, otimizando os desfechos maternos e fetais, e reduzindo a morbimortalidade associada a condições de risco.
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