FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 40 anos de idade, G 4 P 3 (3pn), IG: 18 semanas, sem comorbidades e sem comprovante de vacinação, com histórico de Sífilis na gestação anterior. Compareceu à Unidade Básica de Saúde para início de pré-natal. Realizou sorologias preconizadas pelo ministério da saúde, apresentando os seguintes resultados: anti-HIV não reagente; HBsAg não reagente; anti-HBS reagente; anti HCV não reagente; VDRL título ¼ e toxoplasmose IgM e IgG positivos. Com relação ao quadro clínico descrito acima, frente aos resultados, assinale a alternativa que apresenta qual a conduta médica mais adequada.
Gestante: VDRL reagente + histórico sífilis = tratar com penicilina. Toxoplasmose IgM/IgG+ = iniciar espiramicina e investigar avidez.
A paciente tem imunidade para Hepatite B (anti-HBS reagente). O VDRL 1:4 com histórico de sífilis na gestação anterior exige tratamento com penicilina benzatina e convocação do parceiro. Para toxoplasmose com IgM e IgG positivos, a espiramicina deve ser iniciada para reduzir a transmissão vertical enquanto se investiga a data da infecção (teste de avidez de IgG). A notificação é obrigatória para sífilis e toxoplasmose na gestação.
O pré-natal é um período crucial para a detecção e manejo de diversas condições que podem afetar a saúde materna e fetal. As sorologias de rotina, como HIV, Hepatite B, Hepatite C, Sífilis e Toxoplasmose, são fundamentais para identificar riscos e implementar intervenções precoces. A interpretação correta desses resultados e a conduta adequada são temas recorrentes em provas de residência médica e essenciais para a prática clínica. No caso da sífilis, um VDRL reagente em gestante, especialmente com histórico prévio, exige tratamento imediato com penicilina benzatina, mesmo que o título seja baixo, se não houver evidência de tratamento adequado. A sífilis congênita é uma condição grave e prevenível. Para a toxoplasmose, a presença de IgM e IgG positivos em gestante indica uma infecção recente ou em curso. Nesses casos, a espiramicina deve ser iniciada prontamente para reduzir o risco de transmissão vertical ao feto, enquanto se aguarda o resultado do teste de avidez de IgG para determinar a data da infecção e guiar condutas futuras, como a amniocentese. Em relação à Hepatite B, um anti-HBs reagente em gestante indica imunidade, seja por vacinação ou por infecção prévia resolvida, dispensando a necessidade de vacinação. A notificação compulsória de sífilis e toxoplasmose na gestação é uma medida de saúde pública importante para o monitoramento epidemiológico e a prevenção de casos. Residentes devem estar familiarizados com os protocolos do Ministério da Saúde para o manejo dessas condições, garantindo a melhor assistência à gestante e ao feto.
Em gestantes com VDRL reagente e histórico de sífilis, mesmo com títulos baixos, se não houver documentação de tratamento adequado na gestação atual ou anterior, ou se houver suspeita de reinfecção, o tratamento com penicilina benzatina é mandatório. O parceiro também deve ser convocado e tratado.
A espiramicina deve ser iniciada imediatamente em gestantes com sorologia para toxoplasmose que apresente IgM positivo (com ou sem IgG positivo), para reduzir o risco de transmissão vertical, enquanto se aguardam exames adicionais como o teste de avidez de IgG para datar a infecção.
A imunidade para Hepatite B em gestantes é avaliada pelo anti-HBs. Se o anti-HBs for reagente, a gestante é considerada imune (por vacinação ou infecção prévia resolvida) e não necessita de vacinação ou outras intervenções relacionadas à Hepatite B.
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