INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Joana, branca, 36 anos, G2P1A0, passou pelo acolhimento da unidade básica de saúde um dia após ter descoberto que estava grávida. Logo depois do acolhimento, o enfermeiro realizou os devidos testes rápidos para diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis. Todos tiveram o resultado não reagente. Apesar disso, Joana possui critérios que podem indicar o seu encaminhamento para o pré-natal de alto risco.Qual das alternativas corresponde a esses critérios?
Pré-natal alto risco → IMC > 30 kg/m² e dependência de drogas lícitas são critérios claros, independente da idade materna.
Critérios para encaminhamento ao pré-natal de alto risco incluem condições clínicas preexistentes ou desenvolvidas durante a gestação. Um IMC elevado (obesidade) e a dependência de substâncias (lícitas ou ilícitas) são fatores que aumentam significativamente os riscos maternos e fetais, justificando o acompanhamento especializado.
O pré-natal de alto risco é uma modalidade de acompanhamento gestacional destinada a mulheres que apresentam condições ou fatores que podem comprometer a saúde da mãe ou do feto. A identificação precoce desses critérios é fundamental para um manejo adequado, visando reduzir a morbimortalidade materna e perinatal. A triagem inicial é realizada no acolhimento da unidade básica de saúde, onde são avaliados diversos aspectos da saúde da gestante. Entre os critérios que podem indicar o encaminhamento para o pré-natal de alto risco, destacam-se fatores como o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado (obesidade, geralmente IMC > 30 kg/m²), que está associado a um maior risco de diabetes gestacional, hipertensão, pré-eclâmpsia e complicações no parto. Outro fator de extrema relevância é a dependência de drogas, sejam elas lícitas (álcool, tabaco) ou ilícitas, que podem causar sérios danos ao desenvolvimento fetal e à saúde materna, exigindo um acompanhamento multidisciplinar e especializado. Embora a idade materna avançada (geralmente > 35 anos) seja um critério de risco, a presença de outros fatores mais graves, como obesidade e dependência química, pode sobrepujar a idade como o principal determinante do alto risco. A cirurgia uterina anterior, como uma cesariana prévia, também é um critério de alto risco devido ao risco de rotura uterina em gestações futuras. É crucial que o profissional de saúde esteja atento à combinação de fatores, priorizando aqueles com maior impacto na saúde materno-fetal para garantir o encaminhamento e o cuidado mais apropriado.
Os critérios de alto risco no pré-natal são variados e incluem condições maternas preexistentes (como hipertensão crônica, diabetes, doenças autoimunes), condições desenvolvidas na gestação (pré-eclâmpsia, diabetes gestacional), fatores socioeconômicos (extrema pobreza, dependência química) e características obstétricas (idade materna avançada ou muito jovem, gestação múltipla, cirurgia uterina anterior).
Um IMC de 33 kg/m² indica obesidade, que é um fator de risco significativo na gravidez. A obesidade aumenta o risco de diabetes gestacional, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, macrossomia fetal, parto prematuro, cesariana e complicações pós-parto, justificando o acompanhamento em pré-natal de alto risco.
A dependência de drogas lícitas (como álcool ou tabaco) ou ilícitas durante a gestação pode levar a uma série de complicações maternas e fetais, incluindo restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, malformações congênitas, síndrome de abstinência neonatal e problemas de desenvolvimento a longo prazo. O acompanhamento especializado é fundamental para minimizar esses riscos.
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