MedEvo Simulado — Prova 2026
Mariana, primigesta de 28 anos, realiza seu acompanhamento pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde. Durante a consulta de 35 semanas, o médico revisa os registros de sua carteira de gestante para avaliar a evolução da gestação e a adequação das condutas tomadas até o momento. Analise a imagem da carteira de pré-natal de Mariana e, com base nos dados apresentados, assinale a alternativa correta:
Hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia → Encaminhamento imediato para pré-natal de alto risco.
O acompanhamento pré-natal exige vigilância rigorosa de fatores de risco como hipertensão e tabagismo, com encaminhamento oportuno para níveis de complexidade superior quando necessário.
A assistência pré-natal de qualidade é o pilar fundamental para a redução da mortalidade materna e perinatal. O protocolo brasileiro preconiza o início precoce da assistência (idealmente até a 12ª semana) e um número mínimo de 6 consultas. A identificação de fatores de risco comportamentais, como o tabagismo, exige intervenção imediata para cessação tabágica, visto que o fumo está diretamente associado a desfechos negativos como descolamento prematuro de placenta, prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. A hipertensão na gestação é a principal causa de morte materna no Brasil, tornando o encaminhamento para centros de referência uma etapa crítica quando os níveis pressóricos se elevam. A integração eficiente entre a atenção primária e o pré-natal de alto risco garante a continuidade do cuidado e a intervenção oportuna em patologias obstétricas. Além disso, o cumprimento rigoroso do calendário de exames, como o teste de tolerância à glicose e as ultrassonografias, é essencial para o rastreamento de patologias silenciosas que podem comprometer o binômio mãe-filho.
Uma gestante deve ser encaminhada ao pré-natal de alto risco se apresentar hipertensão arterial crônica (prévia à gestação ou identificada antes de 20 semanas) ou hipertensão induzida pela gravidez (identificada após 20 semanas). Níveis pressóricos maiores ou iguais a 140/90 mmHg em duas medidas com intervalo de 4 horas exigem investigação imediata para pré-eclâmpsia, que inclui a pesquisa de proteinúria e sinais de disfunção orgânica como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas ou creatinina. O acompanhamento especializado visa monitorar o bem-estar fetal através de perfil biofísico e dopplervelocimetria, além de prevenir complicações maternas graves como eclâmpsia e síndrome HELLP, decidindo o momento ideal para o parto.
A ultrassonografia morfológica do segundo trimestre deve ser realizada preferencialmente entre 18 e 24 semanas de gestação. Este intervalo é considerado o ideal porque permite a visualização detalhada de toda a anatomia fetal, incluindo o coração, sistema nervoso central, face e extremidades, além de permitir o rastreamento de marcadores de aneuploidias e a medida do colo uterino para predição de parto prematuro. Realizar este exame após a 26ª semana, como mencionado em algumas situações clínicas inadequadas, prejudica significativamente a qualidade técnica do exame devido ao maior tamanho fetal, menor proporção de líquido amniótico e calcificação óssea que gera sombras acústicas.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde para o pré-natal de baixo risco, as consultas devem ser mensais até a 28ª semana de gestação. Entre a 28ª e a 36ª semana, a periodicidade deve aumentar para quinzenal (a cada 2 semanas). A partir da 36ª semana até o momento do parto, as consultas devem ser semanais. Um intervalo de quatro semanas entre consultas no terceiro trimestre (como entre a 31ª e 35ª semana) é considerado inadequado e inseguro, pois este é o período de maior incidência de complicações como restrição de crescimento fetal, alterações do volume de líquido amniótico e surgimento de síndromes hipertensivas que exigem detecção precoce.
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