IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Mulher, de 32 anos de idade, secundigesta, procura atendimento médico em Unidade Básica de Saúde para iniciar pré-natal. Tem 1 parto normal, com idade gestacional de 34 semanas, por trabalho de parto prematuro. Tem antecedente de HIV, com diagnóstico há 8 anos e carga viral indetectável (< 1000 cópias) desde o início da TARV, com seguimento adequado. Está em uso de ácido fólico, devido às tentativas de gestação. A data da última menstruação (DUM) é compatível com a ultrassonografia, apresentando idade gestacional de 8 semanas e 4 dias hoje. Quais são os exames sorológicos preconizados pelo Ministério da Saúde que devem ser adicionados ao pré-natal neste momento e qual é o medicamento que deve ser iniciado?
Gestante com parto prematuro espontâneo anterior → Profilaxia com progesterona vaginal + sorologias completas de 1º trimestre (Sífilis, Hep B/C, Toxo, HTLV).
Em uma gestante de alto risco (HIV e histórico de parto prematuro), a conduta abrange duas frentes: solicitar o painel sorológico completo do primeiro trimestre, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, e iniciar a profilaxia para recorrência de prematuridade com progesterona.
O pré-natal de alto risco exige uma abordagem multifacetada para mitigar os riscos maternos e fetais. No caso de uma gestante com diagnóstico de HIV e antecedente de parto prematuro, o cuidado é ainda mais complexo. A infecção pelo HIV, mesmo controlada, classifica a gestação como de alto risco, exigindo monitoramento rigoroso da carga viral e adesão à terapia antirretroviral (TARV) para prevenir a transmissão vertical. O rastreamento sorológico no primeiro trimestre é um pilar do cuidado pré-natal. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda um painel completo que inclui testes para sífilis, hepatite B, hepatite C, toxoplasmose e HTLV, além do acompanhamento do HIV. Essas infecções podem ter consequências graves para a gestação e o feto, e seu diagnóstico precoce permite intervenções eficazes. O antecedente de parto prematuro espontâneo é o principal fator de risco para sua recorrência. A profilaxia com progesterona por via vaginal, geralmente iniciada entre 16 e 24 semanas e mantida até 36 semanas, é a medida mais efetiva para reduzir esse risco. Portanto, a conduta correta para esta paciente envolve a solicitação das sorologias preconizadas e a indicação do início da progesterona no momento oportuno.
O Ministério da Saúde preconiza a solicitação de testes para HIV, sífilis (VDRL), hepatite B (HBsAg), toxoplasmose (IgG e IgM), além de hemograma, tipagem sanguínea, Coombs indireto, glicemia de jejum e urocultura. A testagem para hepatite C e HTLV também é recomendada.
A progesterona possui efeitos anti-inflamatórios e promove o relaxamento do miométrio (quiescência uterina). Seu uso em gestantes com história de parto prematuro espontâneo prévio, iniciada entre 16 e 24 semanas, reduz significativamente o risco de um novo episódio.
A meta principal é a prevenção da transmissão vertical do HIV para o feto. Isso é alcançado com o uso contínuo da terapia antirretroviral (TARV) para manter a carga viral indetectável, além de condutas específicas durante o parto e a proibição do aleitamento materno.
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