PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
A estratificação de risco obstétrico durante a assistência pré-natal é um dos fatores determinantes para a redução da mortalidade materno-fetal. De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, qual das opções abaixo NÃO É característica individual e/ou condição sociodemográfica que deve ser considerada como critério de encaminhamento de gestante/puérpera à unidade de maior nível hierárquico de pré-natal:
Critérios de alto risco pré-natal MS: idade <15 ou >40, uso de drogas, transtornos alimentares. Sobrepeso NÃO é critério isolado.
O Ministério da Saúde estabelece critérios claros para o encaminhamento de gestantes ao pré-natal de alto risco, visando reduzir a mortalidade materno-fetal. É crucial diferenciar fatores que demandam atenção especializada de condições que, embora importantes, não classificam a gestação como alto risco por si só, como o sobrepeso isolado.
A estratificação de risco obstétrico é um pilar fundamental da assistência pré-natal, visando identificar gestantes que necessitam de acompanhamento especializado para prevenir complicações materno-fetais e reduzir a mortalidade. O Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde orienta essa classificação, considerando fatores individuais, sociodemográficos e condições clínicas que elevam o risco. A correta identificação desses critérios permite o encaminhamento adequado para unidades de maior complexidade, garantindo uma assistência mais qualificada. Entre os critérios de encaminhamento para o pré-natal de alto risco, destacam-se a idade materna extrema (<15 ou >40 anos), o uso abusivo de substâncias psicoativas (tabaco, álcool, drogas ilícitas) e a presença de transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Essas condições impactam significativamente a saúde materna e o desenvolvimento fetal, exigindo monitoramento e intervenções específicas. É essencial que o profissional de saúde esteja apto a reconhecer esses sinais durante as consultas de rotina. Embora o sobrepeso seja uma condição que merece atenção na gestação devido aos riscos associados (diabetes gestacional, pré-eclâmpsia), ele não é, por si só, um critério isolado para classificar a gestação como de alto risco e justificar o encaminhamento a uma unidade de maior nível hierárquico, diferentemente da obesidade ou de outras comorbidades. O manejo do sobrepeso envolve aconselhamento nutricional e monitoramento, mas não necessariamente a mudança do nível de atenção do pré-natal, a menos que haja outras complicações.
Os principais critérios sociodemográficos incluem idade materna inferior a 15 anos ou superior a 40 anos, baixa escolaridade, situação de rua, e uso abusivo de substâncias como tabaco, álcool ou outras drogas.
O sobrepeso isolado não é um critério para encaminhamento ao pré-natal de alto risco segundo o MS. No entanto, a obesidade (IMC > 30 kg/m²) ou o sobrepeso associado a outras comorbidades pode classificar a gestação como de alto risco.
Condições clínicas como hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus pré-gestacional, doenças cardíacas, renais, autoimunes, transtornos alimentares e infecções crônicas (HIV, sífilis, hepatites) são exemplos de fatores que classificam a gestação como de alto risco.
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