Rubéola em Crianças: Diagnóstico e Sinais Clínicos Chave

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

Pré-escolar, três anos, inicia há três dias quadro de febre baixa (38ºC), dor de garganta, mal-estar, diminuição do apetite e adenomegalias em região suboccipital e pós auriculares bilaterais, seguido de rash macular róseo claro, irregular, disseminado, iniciado em face e pescoço, distribuindo-se pelo corpo. Não há descamação após desaparecimento do mesmo. No início do quadro, o exame da orofaringe revelava lesões pequenas, de coloração rósea e petéquias em palato mole. Em relação ao quadro, o agente causal determinante é:

Alternativas

  1. A) Síndrome mão-pé-boca – Vírus Cocksakie.
  2. B) Varíola Símia. vírus do gênero Orthopoxvirus,
  3. C) Rubéola. Vírus do gênero Rubivírus.
  4. D) Sarampo. Vírus do género Morbillivirus..

Pérola Clínica

Rubéola: febre baixa + adenomegalias retroauriculares/suboccipitais + exantema maculopapular róseo descendente.

Resumo-Chave

A rubéola é uma doença viral exantemática caracterizada pela tríade clássica de febre baixa, adenopatias (especialmente retroauriculares e suboccipitais) e exantema maculopapular róseo que se inicia na face e se espalha para o corpo. As petéquias no palato mole (manchas de Forchheimer) são um achado menos comum, mas sugestivo.

Contexto Educacional

A rubéola é uma doença viral exantemática aguda, causada pelo Rubivírus, que afeta principalmente crianças e adolescentes. Embora geralmente benigna, sua importância clínica reside no potencial teratogênico quando adquirida por gestantes, especialmente no primeiro trimestre, podendo levar à Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), com malformações graves como catarata, cardiopatias congênitas e surdez. A vacinação tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. O diagnóstico da rubéola é primariamente clínico, baseado na tríade de febre baixa, adenopatias (especialmente suboccipitais e retroauriculares) e um exantema maculopapular róseo claro que se inicia na face e pescoço e se dissemina para o corpo, sem descamação posterior. Outros achados podem incluir conjuntivite leve, dor de garganta e, ocasionalmente, as manchas de Forchheimer (petéquias no palato mole). O período de incubação é de 14 a 21 dias. O tratamento é sintomático, com repouso e antipiréticos. A notificação de casos suspeitos é importante para o controle epidemiológico, especialmente em gestantes. A diferenciação de outras doenças exantemáticas, como sarampo, escarlatina, exantema súbito e parvovirose B19, é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações, sendo as adenopatias proeminentes um forte indicativo de rubéola.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da rubéola em crianças?

A rubéola em crianças é caracterizada por febre baixa, adenomegalias dolorosas (principalmente suboccipitais e retroauriculares) e um exantema maculopapular róseo que se inicia na face e se espalha para o tronco e membros.

Como diferenciar a rubéola de outras doenças exantemáticas como o sarampo?

A rubéola geralmente apresenta febre mais baixa e adenopatias mais proeminentes que o sarampo. O sarampo cursa com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e as manchas de Koplik, que não são vistas na rubéola.

Qual o agente etiológico da rubéola e sua importância clínica?

O agente etiológico é o Rubivírus. A importância clínica reside no risco de Síndrome da Rubéola Congênita se a infecção ocorrer durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, levando a malformações graves.

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