CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Pré-escolar, 3 anos, que com 11 meses iniciou tratamento para Leucemia Linfoide aguda, iniciou há quatro dias quadro de febre alta (39,5ºC), tosse seca, coriza intensa e conjuntivite. No segundo dia de febre surgiram pequenas manchas esbranquiçadas com halo avermelhado em mucosa jugal, na altura dos molares. No terceiro dia, aparece exantema maculopapular eritematoso, inicialmente em face e atrás das orelhas, com progressão em 24 horas para tronco e membros, tornando-se confluente. O rash evolui com descamação fina. Em relação ao quadro descrito, o agente etiológico mais provável é:
Koplik + Tosse/Coriza/Conjuntivite + Rash cefalocaudal = Sarampo (Morbillivirus).
O sarampo apresenta pródromos intensos com as manchas de Koplik patognomônicas, evoluindo para um exantema confluente com descamação fina.
O sarampo é uma doença infectocontagiosa aguda grave, cuja incidência ressurgiu devido a falhas na cobertura vacinal. O quadro clínico é dividido em fases: prodrômica (catarral), exantemática e de convalescença. A fase prodrômica é marcada por febre alta, tosse seca, coriza intensa e conjuntivite com fotofobia, refletindo o tropismo do vírus pelo epitélio respiratório. Em pacientes imunossuprimidos, como o caso do pré-escolar com LLA mencionado, o sarampo pode ser atípico e extremamente grave, com alto risco de complicações como pneumonia (causa mais comum de morte) e encefalite. O diagnóstico é eminentemente clínico, mas a confirmação laboratorial via sorologia (IgM) ou PCR é obrigatória para vigilância epidemiológica. O tratamento é de suporte, sendo a suplementação de Vitamina A recomendada para reduzir a morbimortalidade.
As manchas de Koplik são pequenas manchas esbranquiçadas, semelhantes a grãos de areia, com um halo eritematoso, localizadas na mucosa jugal oposta aos molares. Elas são consideradas patognomônicas do sarampo e surgem no final do período prodrômico, geralmente 1 a 2 dias antes do aparecimento do exantema, desaparecendo logo após o início das manchas na pele.
O exantema do sarampo é do tipo maculopapular eritematoso e morbiliforme. Ele possui uma progressão cefalocaudal clássica: inicia-se na região retroauricular e linha de implantação do cabelo, espalhando-se para a face, tronco e membros em cerca de 3 dias. As lesões tendem a se tornar confluentes, especialmente no tronco, e a involução ocorre no mesmo sentido do surgimento, deixando uma descamação furfurácea (fina).
O agente causador é o Morbillivirus, um vírus de RNA da família Paramyxoviridae. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, ou por aerossóis que podem permanecer suspensos no ar por horas. O período de transmissibilidade vai de 4 a 6 dias antes do exantema até 4 dias após o seu surgimento.
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