SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Pré-escolar apresenta quadro de rinorreia e febre baixa há uma semana. Procura o pronto atendimento por crises de tosse em guincho, com acessos paroxísticos, apresentando vômitos após tosse. Mãe refere que o quadro piora durante à noite. Hemograma apresentando leucocitose importante com predomínio de linfócitos. O agente patógeno responsável pela principal hipótese diagnóstica é:
Coqueluche: tosse paroxística em guincho + vômitos pós-tosse + leucocitose linfocitária = Bordetella pertussis.
A coqueluche, causada pela Bordetella pertussis, é caracterizada por fases catarrhal, paroxística e de convalescença. A fase paroxística é marcada por acessos de tosse intensos, em guincho, frequentemente seguidos de vômitos, e o hemograma pode revelar leucocitose com linfocitose, um achado distintivo em pré-escolares.
A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, com maior gravidade em lactentes e pré-escolares não vacinados. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade em crianças pequenas, que podem desenvolver complicações graves como pneumonia, encefalopatia e até óbito. A vacinação (DTP/dTpa) é a principal medida preventiva, e o reconhecimento precoce é crucial para o tratamento e controle da transmissão. A fisiopatologia envolve a adesão da bactéria ao epitélio respiratório e a produção de toxinas que causam inflamação e necrose. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse, especialmente em um contexto epidemiológico. O hemograma com leucocitose e linfocitose pode auxiliar, e a confirmação laboratorial é feita por cultura ou PCR de secreções nasofaríngeas. A suspeita deve ser alta em crianças com tosse prolongada, mesmo sem o guincho clássico. O tratamento visa erradicar a bactéria e reduzir a transmissão, sendo os macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina) as drogas de escolha. O suporte respiratório e nutricional é fundamental, especialmente em casos graves. O prognóstico depende da idade do paciente e da gravidade da doença, sendo pior em lactentes. A profilaxia de contatos próximos também é indicada para evitar a disseminação da doença.
Os sinais clássicos da coqueluche incluem uma fase catarral inicial com sintomas inespecíficos, seguida pela fase paroxística, caracterizada por acessos de tosse intensos e repetitivos, seguidos de um 'guincho' inspiratório e frequentemente vômitos pós-tosse.
O agente etiológico da coqueluche é a bactéria Bordetella pertussis. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias de pessoas infectadas, tornando-a altamente contagiosa, especialmente em ambientes fechados.
O hemograma pode ser um indicativo importante, especialmente em crianças, mostrando leucocitose significativa com predomínio de linfócitos (linfocitose absoluta), um achado que, em conjunto com a clínica, fortalece a suspeita de coqueluche.
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