SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um pré-escolar de 4 anos de idade compareceu a consulta no pronto atendimento apresentando sinais e sintomas caracterizados por febre elevada (Tax = 39 ºC), tosse seca intensa, cefaleia e prostração há três dias. No quarto dia de doença, a febre piorou, tornando-se mais elevada e apareceu exantema que se inicia atrás do pavilhão auricular e dissemina-se rapidamente para o pescoço e as extremidades dos membros, com característica morbiliforme. Ao exame físico, a criança se apresenta com aparência toxemiada, olhos hiperemiados, fotofobia, tosse extenuante, FC = 140 bpm, FR = 23 irpm, Tax = 39,8 ºC e SatO2 = 98%.O exantema morbiliforme é caracterizado
Exantema morbiliforme = máculas/pápulas avermelhadas com áreas de pele sã entremeadas.
O sarampo apresenta pródromo catarral intenso seguido de exantema cefalocaudal. O termo morbiliforme descreve lesões eritematosas que não coalescem totalmente, preservando ilhas de pele sã.
O sarampo é uma doença infectocontagiosa grave causada por um RNA vírus da família Paramyxoviridae. A fisiopatologia envolve a replicação viral no epitélio respiratório seguida de viremia sistêmica. O exantema morbiliforme resulta de uma reação de hipersensibilidade mediada por células T contra as células endoteliais infectadas pelo vírus na derme. É crucial reconhecer o quadro clínico precocemente para isolamento e notificação compulsória imediata. O tratamento é de suporte, com ênfase na suplementação de Vitamina A, que demonstrou reduzir a morbimortalidade em crianças, especialmente em áreas com deficiência nutricional ou quadros graves.
O exantema morbiliforme é caracterizado por máculas e pápulas eritematosas que se distribuem pelo corpo, mas que mantêm áreas de pele íntegra (pele sã) entre as lesões. É a apresentação clássica do sarampo, iniciando-se geralmente na região retroauricular e progredindo de forma cefalocaudal e centrífuga. Diferencia-se do exantema escarlatiniforme, que é difuso e áspero, e do rubeoliforme, que costuma ser mais claro e menos confluente.
Embora o exantema seja marcante, as Manchas de Koplik são consideradas patognomônicas do sarampo. Elas aparecem na fase prodrômica como pequenos pontos brancos na mucosa oral, na altura dos molares, precedendo o exantema em cerca de 24 a 48 horas. Além disso, a presença de conjuntivite com fotofobia e tosse persistente (quadro catarral) é altamente sugestiva da infecção pelo vírus do sarampo.
A progressão é tipicamente cefalocaudal e centrífuga. As lesões surgem primeiro atrás das orelhas e na linha do cabelo, espalhando-se para a face, pescoço, tronco e, por fim, extremidades. À medida que o exantema progride para os membros, as lesões iniciais na face podem começar a apresentar uma descamação furfurácea e escurecimento, indicando a resolução da fase aguda da doença.
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