UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Pré-Escolar com 4 anos de idade, vacinas atrasadas, iniciou quadro de febre seguida de dor de garganta, voz abafada e sialorréia há 24h. Ao exame físico: aspecto toxemiado, pálido, dispneico, estridor inspiratório; Of: não examinado; Ap: MV reduzido, sra ; FR: 54ipm; SO2: 92%; ban e tiragem intercostal; AC: bcnf rcr 2t, ss; Fc: 160 bpm; enchimento capilar 2 segundo; PA: 90x50 mmhg; Abd: flácido, sem vgm; SN: ecg 15; Pulsos cheios. Ante o exposto, o diagnostico provável, é:
Criança febril + voz abafada + sialorreia + estridor + aspecto toxemiado → Epiglotite.
A epiglotite é uma emergência pediátrica caracterizada por inflamação e edema da epiglote, levando à obstrução aguda da via aérea superior. Os sinais clássicos incluem febre alta, voz abafada ("hot potato voice"), sialorreia (dificuldade de deglutir a saliva), estridor inspiratório e aspecto toxemiado. A recusa em examinar a orofaringe é um sinal de alerta, pois pode precipitar um espasmo laríngeo. A vacinação contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) reduziu drasticamente sua incidência.
A epiglotite é uma infecção bacteriana grave da epiglote e estruturas adjacentes, que pode levar à obstrução aguda e fatal da via aérea superior. Embora sua incidência tenha diminuído drasticamente após a introdução da vacina contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), ainda é uma emergência pediátrica que exige reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve a inflamação e o edema da epiglote, que se torna uma estrutura rígida e inchada, obstruindo a passagem do ar. Os sintomas progridem rapidamente, geralmente em poucas horas, e incluem febre alta, dor de garganta intensa, voz abafada, dificuldade para engolir (levando à sialorreia) e estridor inspiratório. A criança frequentemente adota a "posição do tripé" para tentar otimizar a passagem do ar. O diagnóstico é clínico e a suspeita deve levar à ação imediata. A manipulação da orofaringe deve ser evitada, pois pode precipitar um espasmo laríngeo e obstrução completa. O manejo inclui garantir uma via aérea segura (geralmente intubação orotraqueal em ambiente controlado), oxigenoterapia e antibioticoterapia empírica com cobertura para Hib (ex: ceftriaxona). A diferenciação com crupe é fundamental, pois o crupe tem etiologia viral e manejo distinto.
Sinais de alerta incluem febre alta, dor de garganta intensa, voz abafada, sialorreia, estridor inspiratório, dispneia progressiva, aspecto toxemiado e a "posição do tripé" (sentado, inclinado para frente, pescoço estendido).
A vacinação contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) é crucial, pois esta bactéria era a principal causa de epiglotite. A imunização reduziu drasticamente a incidência da doença.
A conduta inicial é manter a criança calma, evitar manipulação da orofaringe, garantir uma via aérea segura (intubação em ambiente controlado), iniciar oxigenoterapia e antibioticoterapia empírica (ceftriaxona).
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