Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Em relação à pré-eclampsia assinale a alternativa incorreta:
Pré-eclâmpsia: Repouso prolongado no leito NÃO é mandatório e ↑ risco de trombose.
O repouso prolongado no leito não é recomendado para gestantes com pré-eclâmpsia, mesmo em casos graves, pois não demonstrou benefício e aumenta significativamente o risco de tromboembolismo venoso, uma complicação grave na gravidez. A mobilização precoce, quando possível, é preferível.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gravidez caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, podendo evoluir para complicações graves maternas e fetais. Seu manejo adequado é crucial para a segurança da gestante e do feto. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados sobre as melhores práticas baseadas em evidências. Historicamente, o repouso prolongado no leito era uma conduta comum, mas estudos recentes demonstram que não há benefício em termos de desfechos maternos ou fetais e, pior, aumenta o risco de tromboembolismo venoso, uma complicação potencialmente fatal. Portanto, o repouso absoluto não é mandatório e deve ser evitado. A prevenção em gestantes de alto risco é feita com AAS em baixas doses, iniciado precocemente. Outros pontos importantes no manejo incluem a não recomendação de dieta hipossódica, que não melhora os níveis pressóricos em gestantes com ingesta adequada e pode até ser prejudicial. Da mesma forma, diuréticos não devem ser usados de rotina, pois a pré-eclâmpsia cursa com hemoconcentração e hipovolemia relativa, e a depleção volêmica poderia piorar a perfusão placentária e renal. O foco do tratamento é o controle da pressão arterial e a avaliação do momento ideal para o parto.
Não, o repouso prolongado no leito não é indicado para pré-eclâmpsia, pois não há evidências de benefício e eleva o risco de tromboembolismo venoso, uma complicação grave para a gestante.
A prevenção da pré-eclâmpsia pode ser realizada com o uso de AAS (ácido acetilsalicílico) em baixas doses (100 mg/dia) em gestantes de alto risco, geralmente iniciado antes da 16ª semana de gestação.
Diuréticos não são utilizados de rotina na pré-eclâmpsia porque a condição cursa com hemoconcentração e hipovolemia relativa, e a diurese excessiva poderia agravar a perfusão placentária e o estado hemodinâmico da gestante.
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