HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
T.D.L., 34 anos, GIV PIII 2N 1C A0, IG 34 semanas e dias, HAC, em uso de Metildopa 1g/dia. Deu entrada no PSO com queixa de cefaléia ocipitofrontal, dor epigástrica e náuseas. PA 150 x 100 mmHg. Sem queixas obstétricas. Solicitados exames laboratoriais na urgência: ácido úrico de 8, DHL 700, Hb 11, TGO 30, TGP 22, Ur 30; Cr 1,0, plq: 130.000. Relação proteína na urina/ creatinina na urina de 0,3. Ultrassom obstétrico com doppler: feto único e vivo, apresentação cefálica, BCF 150 bpm, MBV (maior bolsão vertical): 3,0 cm, peso fetal no percentil 2, doppler de artéria umbilical com diástole zero, ducto venoso normal. Perfil biofísico fetal 8/10 (perda nos movimentos respiratórios).De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico correto.
HAC + nova proteinúria/piora HAS/disfunção orgânica após 20 semanas = Pré-eclâmpsia Superajuntada.
A pré-eclâmpsia superajuntada ocorre em gestantes com hipertensão arterial crônica que desenvolvem pré-eclâmpsia após 20 semanas de gestação, caracterizada por nova proteinúria ou piora da HAS e/ou disfunção de órgãos-alvo.
A pré-eclâmpsia superajuntada é uma complicação grave da gestação que ocorre em mulheres com hipertensão arterial crônica (HAC) preexistente. Ela se caracteriza pelo desenvolvimento de pré-eclâmpsia após a 20ª semana de gestação, manifestando-se por nova proteinúria (ou piora da proteinúria já existente) e/ou o surgimento de sinais de disfunção de órgãos-alvo. O diagnóstico diferencial com a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia sem HAC é crucial para o manejo adequado. Os critérios diagnósticos incluem a presença de HAC antes da gestação ou antes de 20 semanas, e o surgimento de proteinúria ≥ 0,3 g em 24h (ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou piora da proteinúria, além de plaquetopenia (< 100.000/mm³), elevação de transaminases (TGO/TGP > 2x o limite superior da normalidade), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar ou sintomas cerebrais/visuais. No caso clínico apresentado, a paciente com HAC em uso de Metildopa, que desenvolve cefaleia, dor epigástrica, náuseas, PA elevada, DHL e ácido úrico aumentados, plaquetas limítrofes e RCIU com diástole zero na artéria umbilical, preenche os critérios para pré-eclâmpsia superajuntada. O manejo da pré-eclâmpsia superajuntada é complexo e exige monitoramento rigoroso da mãe e do feto. A presença de RCIU grave, como a diástole zero na artéria umbilical e perfil biofísico alterado, indica comprometimento fetal significativo e frequentemente acelera a decisão de interrupção da gestação. Para residentes, o reconhecimento precoce e a compreensão dos critérios diagnósticos são fundamentais para otimizar os desfechos maternos e perinatais.
O diagnóstico é feito em gestantes com hipertensão arterial crônica que desenvolvem proteinúria nova ou piora da proteinúria preexistente, ou que apresentam novos sinais de pré-eclâmpsia, como plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal, edema pulmonar ou sintomas neurológicos, após 20 semanas de gestação.
A hipertensão gestacional surge após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção orgânica e sem histórico de hipertensão crônica. A pré-eclâmpsia superajuntada ocorre em pacientes com hipertensão crônica prévia que desenvolvem critérios de pré-eclâmpsia.
Os riscos incluem maior morbimortalidade materna e fetal, como restrição de crescimento intrauterino (RCIU), descolamento prematuro de placenta, parto prematuro, e complicações maternas como eclâmpsia e Síndrome HELLP.
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