HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Gestante de 38 semanas, 23 anos, IIG, 0P, I AB, feto único e vivo em apresentação pélvica, apresenta-se pela primeira vez em consulta apresentando P.A.de 155 x 100 mmHg, sentada. O Médico recomenda repouso em DLE e volta a medir a pressão arterial 2 horas após. Os níveis continuam os mesmos e o colega resolve internar a paciente. Como o Médico não consegue estabelecer um diagnóstico definitivo, ele telefona para você para ajudá-lo a esclarecer o caso. Você recomenda que ele dê o diagnóstico provável de Pré-eclâmpsia leve mais H.A. crônica. Sugere, também, pedir os seguintes exames para elucidação diagnóstica:
Pré-eclâmpsia sobreposta à HA crônica → Proteinúria 24h, ácido úrico, creatinina, fundo de olho para avaliar lesão de órgão-alvo.
Na suspeita de pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica, é fundamental avaliar a função renal (proteinúria de 24h, creatinina, ácido úrico) e a presença de lesão de órgão-alvo (fundo de olho para retinopatia hipertensiva). Esses exames auxiliam na diferenciação e na gravidade do quadro.
A hipertensão na gravidez é uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal. A pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica é uma condição de alto risco, caracterizada pelo desenvolvimento de pré-eclâmpsia em uma gestante que já era hipertensa antes da gravidez ou antes de 20 semanas de gestação. O diagnóstico diferencial é desafiador, mas crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações graves. Para o diagnóstico, além da elevação da pressão arterial, é fundamental a avaliação da função renal e hepática, bem como a busca por sinais de lesão de órgão-alvo. A proteinúria de 24 horas é essencial para quantificar a perda proteica, enquanto a creatinina e o ácido úrico séricos refletem a função renal. O exame de fundo de olho é importante para identificar retinopatia hipertensiva, um marcador de cronicidade e gravidade da hipertensão. O manejo dessas pacientes exige acompanhamento rigoroso, monitoramento da pressão arterial, avaliação fetal e, em muitos casos, a internação para vigilância intensiva. A decisão sobre o momento do parto é complexa e deve equilibrar os riscos maternos e fetais. Residentes devem estar aptos a solicitar e interpretar esses exames para um diagnóstico preciso e uma conduta terapêutica eficaz, visando otimizar os resultados para mãe e bebê.
A pré-eclâmpsia sobreposta é diagnosticada em gestantes com hipertensão crônica que desenvolvem proteinúria nova ou piora de proteinúria preexistente após 20 semanas de gestação, ou que apresentam sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave, como trombocitopenia, disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar ou distúrbios visuais/cerebrais.
O exame de fundo de olho permite avaliar a presença de retinopatia hipertensiva, que é um sinal de lesão de órgão-alvo devido à hipertensão crônica. Sua presença pode indicar a gravidade da doença e auxiliar no manejo da gestante.
A proteinúria de 24 horas é o padrão-ouro para quantificar a perda proteica urinária e é um critério diagnóstico fundamental para a pré-eclâmpsia. Um valor ≥ 300 mg/24h é considerado significativo, especialmente se for um achado novo ou um aumento substancial em gestantes com hipertensão crônica.
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