HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024
Mulher, 42 anos de idade, está em sua quinta gestação, com idade gestacional de 34 semanas e 5 dias. Tem história prévia de três partos, sendo um por via vaginal e duas cesarianas, e um aborto espontâneo (G5P3C2A1), além de diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica crônica. Foi admitida na unidade de emergência com queixa de cefaleia occipital há 4 horas, que não apresentou melhora com uso de analgésicos comuns. Está em uso de alfametildopa 750mg/dia, com controles pressóricos domiciliares dentro da normalidade. Ao exame, apresenta pressão arterial de 160x95mmHg, no membro superior direito na posição sentada, que caiu para 140x95mmHg quando aferida no mesmo membro na posição de decúbito lateral esquerdo. Apresenta altura uterina (AU) de 30cm, dinâmica uterina (DU) ausente, batimentos cardíacos fetais (BCF) de 145 bpm e movimentação fetal ativa durante o exame. Adicionalmente, foi feito teste de proteína em fita urinária, que evidenciou presença de proteínas (2+/4+). Qual é o diagnóstico atual da paciente?
Hipertensa crônica + PA ≥ 160/110 ou proteinúria nova/piora após 20 semanas = Pré-eclâmpsia sobreposta.
Pré-eclâmpsia sobreposta ocorre em gestantes com hipertensão crônica que desenvolvem proteinúria nova ou piora da proteinúria preexistente, ou novos sinais de pré-eclâmpsia após 20 semanas de gestação, como cefaleia persistente e elevação da pressão arterial.
A pré-eclâmpsia sobreposta é uma complicação grave da gestação que ocorre em mulheres com hipertensão arterial crônica preexistente. É caracterizada pelo desenvolvimento de proteinúria nova ou piora da proteinúria já existente, ou pelo surgimento de outros sinais e sintomas de pré-eclâmpsia após a 20ª semana de gestação. A incidência é maior em gestantes com hipertensão crônica e pode levar a desfechos maternos e fetais adversos, como restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e óbito. O diagnóstico é crucial e baseia-se na história de hipertensão crônica antes da gestação ou antes de 20 semanas, associada ao surgimento de proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou 2+ em fita urinária) ou sinais de gravidade como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, elevação da PA para níveis ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal. A diferenciação da hipertensão gestacional e da pré-eclâmpsia "pura" é fundamental para o manejo adequado. O manejo da pré-eclâmpsia sobreposta envolve monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos seguros na gestação (como alfametildopa, nifedipino ou hidralazina), e avaliação da necessidade de interrupção da gestação. A presença de sinais de gravidade ou deterioração clínica materna/fetal pode indicar a necessidade de parto, mesmo em idades gestacionais mais precoces, visando a segurança materno-fetal.
O diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta é feito em gestantes com hipertensão crônica que desenvolvem proteinúria nova (≥ 300 mg/24h) após 20 semanas, ou piora da proteinúria preexistente, ou novos sinais de gravidade como cefaleia, distúrbios visuais ou plaquetopenia.
A pré-eclâmpsia ocorre em gestantes normotensas previamente, enquanto a pré-eclâmpsia sobreposta ocorre em gestantes com hipertensão arterial crônica preexistente que desenvolvem os critérios de pré-eclâmpsia após 20 semanas.
Sinais de gravidade incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria maciça, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal ou edema pulmonar.
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