UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
Acerca das complicações da gestação, julgue o item subsequente.Pré-eclâmpsia sobreposta caracteriza-se pela ocorrência de hipertensão, não acompanhada de proteinúria, após a vigésima semana de gestação.
Pré-eclâmpsia sobreposta = Hipertensão crônica + proteinúria nova ou piora após 20 semanas.
Pré-eclâmpsia sobreposta ocorre em gestantes com hipertensão crônica pré-existente e é caracterizada pelo desenvolvimento de proteinúria nova ou piora da proteinúria após a 20ª semana de gestação, ou surgimento de sinais de gravidade.
A pré-eclâmpsia sobreposta é uma complicação grave da gestação que afeta mulheres com hipertensão arterial crônica pré-existente. Sua incidência varia, mas é uma das formas mais severas de doença hipertensiva na gravidez, associada a desfechos maternos e perinatais adversos. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado e a redução de morbimortalidade. Fisiopatologicamente, a pré-eclâmpsia sobreposta envolve a superposição da patologia placentária da pré-eclâmpsia em um leito vascular materno já comprometido pela hipertensão crônica. O diagnóstico baseia-se na identificação de proteinúria nova ou agravamento da proteinúria pré-existente, ou o surgimento de sinais de gravidade (como trombocitopenia, disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos) após a 20ª semana de gestação em uma paciente hipertensa crônica. O tratamento visa o controle da pressão arterial, prevenção de convulsões e monitoramento rigoroso da mãe e do feto. A conduta definitiva é o parto, que deve ser planejado considerando a idade gestacional e a gravidade da doença. O prognóstico depende da gravidade da sobreposição e da prontidão do manejo, sendo fundamental a vigilância intensiva.
Pré-eclâmpsia ocorre em gestantes normotensas previamente. Pré-eclâmpsia sobreposta ocorre em gestantes com hipertensão crônica pré-existente que desenvolvem proteinúria nova (≥300mg/24h) ou piora da proteinúria pré-existente, ou sinais de gravidade, após 20 semanas.
O diagnóstico é feito pela presença de hipertensão arterial crônica antes da gestação ou antes de 20 semanas, e o surgimento de proteinúria nova (≥300mg/24h) ou piora da proteinúria pré-existente, ou sinais de gravidade, após 20 semanas.
Os riscos incluem maior chance de parto prematuro, restrição de crescimento fetal, descolamento prematuro de placenta, e para a mãe, risco aumentado de eclampsia, AVC e insuficiência renal.
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