Pré-eclâmpsia Sobreposta: Diagnóstico e Conduta de Emergência
Faculdade de Medicina Nova Esperança — Prova 2026
Enunciado
Gestante de 28 anos, G2P1, 30 semanas, chega à emergência com PA 170x110 mmHg, cefaleia occipital intensa e escotomas visuais. Ao exame: edema 2+ em membros inferiores, sem evidência de dinâmica uterina. BCF = 144 bpm. Toque vaginal não realizado. Exames laboratoriais: plaquetas 85.000/mm³, TGO/TGP discretamente elevadas, proteinúria de fita (Labstix) 4+. No cartão de pré-natal, consta prescrição desde a primeira consulta de carbonato de cálcio, AAS e metildopa 750 mg/dia devido antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica crônica. Qual o diagnóstico e a conduta imediata mais adequada?
Alternativas
A) Hipertensão crônica descompensada; aumento da dose de metildopa e alta hospitalar com controle pressórico ambulatorial.
B) Pré-eclâmpsia leve superposta; iniciar nifedipina sublingual e manter acompanhamento seriado ambulatorial.
C) Pré-eclâmpsia com sinais de deterioração clínica superposta; internação, sulfato de magnésio, hidralazina e corticoterapia para maturação pulmonar.
D) Hipertensão gestacional; iniciar alfametildopa, manter AAS e programar interrupção com 37 semanas.
E) Síndrome HELLP completa; cesariana imediata independente da estabilidade clínica materna e fetal.
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