Pré-eclâmpsia Sobreposta: Diagnóstico e Manejo na Gestação

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 39 anos, 2G1P (parto normal), tem registrado, por duas vezes, na primeira consulta de pré-natal com 11 semanas: PA = 150x93 mmHg. Vinha em uso de metildopa 750 mg/dia. Na 29ª semana de gestação, vem em consulta de pré-natal referindo ''inchaço'' e ''dor de cabeça'' e, ao exame, PA = 190x111 mmHg. Teste de fita de proteinúria: 2+. A alternativa que contém o diagnóstico CORRETO nesse caso clínico é:

Alternativas

  1. A) Eclâmpsia.
  2. B) Pré-eclâmpsia.
  3. C) Hipertensão crônica.
  4. D) Hipertensão gestacional.
  5. E) Pré-eclâmpsia sobreposta

Pérola Clínica

Hipertensão crônica + proteinúria nova/agravamento após 20 sem = Pré-eclâmpsia sobreposta.

Resumo-Chave

A paciente já apresentava hipertensão antes da gestação (uso de metildopa e PA elevada em 11 semanas), caracterizando hipertensão crônica. O surgimento de proteinúria (2+) e piora da hipertensão após 20 semanas de gestação (29ª semana) configura o diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta.

Contexto Educacional

A hipertensão na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia sobreposta é uma complicação grave que ocorre em gestantes com hipertensão crônica preexistente, definida como pressão arterial ≥ 140/90 mmHg antes da gestação ou antes de 20 semanas de gestação. O diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta é feito quando uma gestante com hipertensão crônica desenvolve proteinúria nova ou agravamento da proteinúria preexistente, ou apresenta sinais de gravidade (cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal) após 20 semanas de gestação. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e má placentação, exacerbadas pela hipertensão crônica. O manejo da pré-eclâmpsia sobreposta é complexo e visa controlar a pressão arterial, prevenir complicações e otimizar o bem-estar materno-fetal. Inclui monitoramento rigoroso da PA, proteinúria, função renal e hepática, além da vitalidade fetal. O tratamento pode envolver anti-hipertensivos (como metildopa, nifedipino) e, em casos graves, a interrupção da gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar pré-eclâmpsia sobreposta?

O diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta ocorre em gestantes com hipertensão crônica que desenvolvem proteinúria nova (≥300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥0,3) ou agravamento da proteinúria preexistente, ou novos sinais de gravidade após 20 semanas de gestação.

Como diferenciar pré-eclâmpsia sobreposta de hipertensão gestacional?

A hipertensão gestacional surge após 20 semanas sem proteinúria prévia, enquanto a pré-eclâmpsia sobreposta ocorre em pacientes com hipertensão crônica preexistente que desenvolvem proteinúria ou sinais de gravidade após 20 semanas.

Qual a importância de identificar a pré-eclâmpsia sobreposta?

A identificação precoce é crucial devido ao maior risco de complicações maternas e fetais, como restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, descolamento de placenta e eclâmpsia, exigindo monitoramento intensivo e manejo adequado.

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