IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Fabiana, negra de 41 anos, primigesta, inicia o pré-natal com 12 semanas de gestação apresentando pressão arterial de 150x90mmHg. No curso da 28ª semana, em consulta de rotina, observou-se pressão arterial de 190x120mmHg, cefaleia e edema generalizado. A paciente foi internada e a propedêutica laboratorial demonstrou proteinúria de 24h de 1g. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o diagnóstico dessa paciente.
Hipertensão crônica + nova proteinúria ou piora após 20 semanas = Pré-eclâmpsia sobreposta.
A paciente já apresentava hipertensão antes da 20ª semana (PA 150x90mmHg com 12 semanas), caracterizando hipertensão crônica. O surgimento de proteinúria significativa (1g/24h) e sinais de gravidade (PA 190x120mmHg, cefaleia, edema generalizado) após a 20ª semana (28ª semana) configura o diagnóstico de pré-eclâmpsia sobreposta.
A pré-eclâmpsia sobreposta é uma complicação grave da gestação que ocorre em mulheres com hipertensão crônica preexistente. Sua incidência varia, mas é crucial reconhecê-la devido ao maior risco de morbimortalidade materna e fetal em comparação com a pré-eclâmpsia gestacional ou hipertensão crônica isolada. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para otimizar os desfechos. A fisiopatologia envolve uma disfunção endotelial generalizada e má placentação, exacerbada pela hipertensão crônica. O diagnóstico baseia-se na presença de hipertensão antes da 20ª semana (ou sem data conhecida) e o surgimento de proteinúria nova ou piora da hipertensão, além de sinais de gravidade, após a 20ª semana. A monitorização rigorosa da pressão arterial, proteinúria e sintomas é essencial. O tratamento visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões (eclâmpsia) e avaliar o momento ideal do parto, considerando a idade gestacional e a gravidade da doença. A internação hospitalar é frequentemente necessária para monitorização intensiva e manejo das complicações. A educação da paciente sobre os sinais de alerta é vital para a detecção precoce de deterioração.
A pré-eclâmpsia sobreposta é diagnosticada em gestantes com hipertensão crônica que desenvolvem nova proteinúria após 20 semanas de gestação, ou piora súbita da hipertensão, ou aparecimento de sinais de gravidade.
A hipertensão crônica é diagnosticada antes da 20ª semana de gestação. A pré-eclâmpsia gestacional surge após 20 semanas em mulher previamente normotensa, com proteinúria.
Sinais de gravidade incluem pressão arterial ≥ 160x110 mmHg, proteinúria > 5g/24h, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal.
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