Pré-eclâmpsia: Prevenção e Fatores de Risco Chave

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Com relação à pré-eclâmpsia (PE), as afirmativas estão corretas, EXCETO:

Alternativas

  1. A) As gestantes devem receber AAS 100mg, heparina de baixo peso molecular, vitamina C, vitamina E e ácido fólico para prevenção de PE;
  2. B) Consideram-se marcadores clínicos de risco aumentado para PE: IMC > 30, gestação múltipla e gestação decorrente de reprodução assistida;
  3. C) O estudo Doppler das artérias uterinas com 24 semanas em pacientes de risco aumentado é o melhor fator preditivo para o desenvolvimento de PE;
  4. D) Para a definição de proteinúria deve ser considerada a perda de 300 mg ou mais em urina de 24 horas; ou, em amostra isolada de urina, uma relação proteinúria/creatininúria (ambas em mg/dl) igual ou superior a 0,3.

Pérola Clínica

Prevenção da PE: AAS em alto risco. Heparina, Vit C/E e Ácido Fólico NÃO são recomendados rotineiramente.

Resumo-Chave

A prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco é feita principalmente com AAS em baixas doses. Outras substâncias como heparina, vitaminas C e E, e ácido fólico não têm evidência para uso rotineiro na prevenção da PE.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia (PE) é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo evoluir para complicações graves maternas e fetais. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo disfunção placentária e resposta inflamatória sistêmica. A identificação de gestantes de risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais para melhorar os desfechos. Os fatores de risco para PE são bem estabelecidos e incluem histórico de PE, doenças crônicas (diabetes, hipertensão, doença renal, doenças autoimunes), gestação múltipla, obesidade (IMC > 30), idade materna avançada, e gestações decorrentes de reprodução assistida. O rastreamento pode ser aprimorado com o Doppler das artérias uterinas no primeiro ou segundo trimestre, que avalia a resistência ao fluxo sanguíneo placentário. A principal medida preventiva farmacológica para gestantes de alto risco é o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses, iniciado preferencialmente antes das 16 semanas de gestação. Outras intervenções, como o uso de heparina de baixo peso molecular, vitaminas C e E, ou ácido fólico, não demonstraram benefício consistente na prevenção da PE e não são recomendadas rotineiramente. A definição de proteinúria para diagnóstico de PE é crucial e envolve a quantificação em urina de 24 horas ou a relação proteinúria/creatininúria em amostra isolada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia?

Fatores de risco incluem histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, doenças crônicas (hipertensão, diabetes, doença renal), gestação múltipla, obesidade (IMC > 30), idade avançada e gestação por reprodução assistida.

Qual a principal intervenção farmacológica recomendada para a prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco?

O uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses (geralmente 100-150 mg/dia), iniciado antes das 16 semanas de gestação, é a principal recomendação para gestantes de alto risco.

Como a proteinúria é definida para o diagnóstico de pré-eclâmpsia?

A proteinúria é definida como a perda de 300 mg ou mais de proteína em urina de 24 horas, ou uma relação proteinúria/creatininúria igual ou superior a 0,3 em amostra isolada de urina.

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