HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Secundigesta na 14a semana de gestação comparece para a primeira consulta de pré-natal. Refere ter tido pré-eclâmpsia na primeira gestação e ter tido parto cesárea há 1 ano. PA: 120 X 80 mmHg. O risco de pré-eclâmpsia pré-termo pode ser diminuído com a administração de:
História de pré-eclâmpsia prévia → AAS (100-150mg/dia) para prevenção de pré-eclâmpsia pré-termo na gestação atual.
Pacientes com história de pré-eclâmpsia em gestação anterior possuem alto risco de recorrência, especialmente da forma pré-termo. A profilaxia com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia), iniciada preferencialmente antes da 16ª semana de gestação, é a intervenção mais eficaz para reduzir esse risco.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação. A forma pré-termo, que ocorre antes de 37 semanas, é particularmente grave e associada a piores desfechos. A identificação de gestantes de alto risco é crucial para implementar estratégias preventivas. A história de pré-eclâmpsia em gestação anterior é um dos mais fortes fatores de risco para recorrência. Outros incluem hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal, doenças autoimunes e gestação múltipla. Para essas pacientes, a profilaxia é altamente recomendada. O ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia) é a intervenção farmacológica mais bem estabelecida para reduzir o risco de pré-eclâmpsia, especialmente a pré-termo. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da ciclooxigenase-1 (COX-1) plaquetária, modulando o equilíbrio entre tromboxano A2 e prostaciclina, o que melhora a placentação e a perfusão uteroplacentária. O início da terapia deve ser feito idealmente entre a 12ª e a 16ª semana de gestação, pois é nesse período que ocorre a segunda onda de invasão trofoblástica, e a intervenção precoce é mais eficaz. A suplementação de cálcio também pode ser benéfica em populações com baixa ingestão.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, doenças autoimunes (lúpus, SAF), diabetes pré-gestacional, hipertensão crônica, gestação múltipla e obesidade.
A dose recomendada de AAS varia entre 80-150 mg/dia, sendo 100-150 mg/dia a mais comum. Deve ser iniciado preferencialmente entre a 12ª e a 16ª semana de gestação e mantido até o parto.
Sim, a suplementação de cálcio (1g/dia) é recomendada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio, especialmente em populações de alto risco, e pode ter um efeito aditivo ao AAS na prevenção da pré-eclâmpsia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo