HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
As síndromes hipertensivas na gestação são uma das principais causas de mortalidade materna e de ocorrência de partos prematuros no Brasil. Estratégias para reduzir o risco de desenvolvimento para formas graves e a identificação precoce do quadro durante o pré-natal são políticas públicas de saúde de grande impacto. Acerca deste tema, assinale a alternativa correta:
Prevenção pré-eclâmpsia em gestantes com dieta pobre em cálcio → Carbonato de cálcio 1000mg/dia.
A suplementação de cálcio é uma estratégia eficaz para a prevenção da pré-eclâmpsia, especialmente em gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio. A dose recomendada é de 1000mg de cálcio elementar por dia, dividida em dois comprimidos, conforme diretrizes da OMS.
As síndromes hipertensivas na gestação, com destaque para a pré-eclâmpsia, são condições graves que representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A identificação precoce de fatores de risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais para melhorar os desfechos. A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão de início após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, resultando em isquemia e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial materna. A prevenção é multifacetada. A suplementação de cálcio (1000 mg/dia de cálcio elementar) é recomendada pela OMS para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio, demonstrando redução do risco de pré-eclâmpsia. A aspirina em baixa dose (81-150 mg/dia), iniciada antes das 16 semanas, é indicada para gestantes com risco moderado a alto. O manejo da pré-eclâmpsia estabelecida envolve monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação. O prognóstico depende da gravidade e da idade gestacional no momento do diagnóstico e tratamento. A educação das gestantes sobre os sinais de alerta e a adesão ao pré-natal são fundamentais para a detecção precoce e intervenção adequada, minimizando os riscos para mãe e bebê.
Recomenda-se a ingestão de 1000 mg de cálcio elementar por dia, geralmente em dois comprimidos de carbonato de cálcio, para gestantes com dieta pobre em cálcio, como medida preventiva contra a pré-eclâmpsia.
Fatores de risco incluem primiparidade, gestação múltipla, histórico de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, doenças autoimunes, obesidade, idade materna avançada e novo parceiro.
A aspirina em baixa dose (81-150 mg/dia) é indicada para mulheres com risco aumentado de pré-eclâmpsia, devendo ser iniciada idealmente entre 12 e 16 semanas de gestação, e mantida até o parto.
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