HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2022
Até o momento, comprovadamente, a única situação capaz de provocar quadro de pré-eclâmpsia grave antes de 20 semanas de gestação é:
Pré-eclâmpsia grave < 20 semanas = Mola hidatiforme até prova em contrário.
A pré-eclâmpsia é classicamente diagnosticada após 20 semanas de gestação. No entanto, a mola hidatiforme é a única condição comprovadamente capaz de induzir um quadro de pré-eclâmpsia grave antes desse período, devido à proliferação anormal do trofoblasto e à disfunção placentária precoce.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria, que classicamente se manifesta após a 20ª semana de gestação. No entanto, existem condições que podem precipitar um quadro semelhante ou idêntico à pré-eclâmpsia grave em idades gestacionais mais precoces. A mola hidatiforme é a única situação comprovadamente capaz de induzir pré-eclâmpsia grave antes das 20 semanas. A mola hidatiforme é uma forma de doença trofoblástica gestacional, caracterizada pela proliferação anormal do trofoblasto. Essa proliferação excessiva e a disfunção placentária resultante levam à liberação precoce de fatores antiangiogênicos e outros mediadores que causam a disfunção endotelial sistêmica, característica da pré-eclâmpsia. A gravidade do quadro de pré-eclâmpsia em gestações molares é frequentemente desproporcional à idade gestacional. O reconhecimento dessa associação é vital para o diagnóstico diferencial em obstetrícia. Diante de uma gestante com sinais de pré-eclâmpsia grave (hipertensão, proteinúria, sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica) antes das 20 semanas, a suspeita de mola hidatiforme deve ser alta. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia e dosagem de beta-hCG, e o tratamento envolve a evacuação uterina, seguida de acompanhamento rigoroso devido ao risco de doença trofoblástica gestacional persistente.
A pré-eclâmpsia é classicamente definida como o surgimento de hipertensão (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria após 20 semanas de gestação em uma mulher previamente normotensa.
A mola hidatiforme, uma forma de doença trofoblástica gestacional, causa uma proliferação anormal do trofoblasto, resultando em uma disfunção placentária precoce e liberação de fatores antiangiogênicos que levam ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia.
Outros sinais incluem sangramento vaginal irregular, útero maior que o esperado para a idade gestacional, níveis de hCG muito elevados, hiperemese gravídica grave e, em casos raros, tireotoxicose.
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