SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
A pré-eclâmpsia é doença específica da gestação que costuma aparecer a partir da segunda metade da gestação. Contudo, algumas patologias estão associadas ao aparecimento da pré-eclâmpsia mais precocemente, antes da 20ª semana de gestação, como nos casos de
Pré-eclâmpsia antes 20 semanas → suspeitar de Neoplasia Trofoblástica Gestacional ou outras condições raras.
A pré-eclâmpsia classicamente se manifesta após a 20ª semana de gestação. No entanto, sua ocorrência antes desse período é um forte indicativo de condições específicas, como a neoplasia trofoblástica gestacional (mola hidatiforme), devido à proliferação anormal do trofoblasto e à disfunção placentária precoce.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria (ou disfunção de órgãos-alvo) que se desenvolve tipicamente após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial materna generalizada. Embora a manifestação clássica seja na segunda metade da gestação, a ocorrência de pré-eclâmpsia antes da 20ª semana é um sinal de alerta para condições subjacentes menos comuns, mas graves. Entre elas, destacam-se as neoplasias trofoblásticas gestacionais (NTG), como a mola hidatiforme completa ou parcial. Nessas condições, a proliferação trofoblástica anormal e a disfunção placentária são tão severas que os mecanismos que levam à pré-eclâmpsia são ativados precocemente. O reconhecimento da pré-eclâmpsia precoce, especialmente antes da 20ª semana, é crucial para o diagnóstico e manejo adequados da condição subjacente, como a NTG. O tratamento da NTG envolve a evacuação uterina e acompanhamento rigoroso dos níveis de hCG. O manejo da pré-eclâmpsia precoce é complexo e depende da idade gestacional, gravidade da doença e condição materna e fetal, podendo incluir o controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação.
A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo.
A proliferação anormal do trofoblasto na neoplasia trofoblástica gestacional leva a uma disfunção placentária severa e precoce, resultando na liberação de fatores antiangiogênicos que causam a síndrome da pré-eclâmpsia antes do período usual.
Além das neoplasias trofoblásticas gestacionais, a pré-eclâmpsia muito precoce pode ser vista em casos de hidropsia fetal não imune, síndrome antifosfolípide grave ou doenças renais preexistentes.
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