SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
A monitorização laboratorial desempenha um papel fundamental no manejo da pré-eclâmpsia, permitindo a detecção precoce de complicações materno-fetais. Nesse sentido, os exames laboratoriais devem ser selecionados com base na relevância clínica e na capacidade de prever a evolução da doença. Considerando as diretrizes nacionais sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.
Na pré-eclâmpsia, monitorar plaquetas e enzimas hepáticas (TGO/TGP) é crucial para detectar síndrome HELLP e guiar a conduta.
A monitorização laboratorial na pré-eclâmpsia é essencial para identificar precocemente complicações como a síndrome HELLP. A contagem de plaquetas e a dosagem de TGO/TGP são marcadores importantes de disfunção orgânica, enquanto a creatinina avalia a função renal. O ácido úrico é um marcador de gravidade, mas não determinante isolado da resolução da gestação.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação. A monitorização laboratorial desempenha um papel crítico no diagnóstico, na avaliação da gravidade e na tomada de decisões clínicas, especialmente em relação ao momento da resolução da gestação. É um tema de alta relevância em ginecologia e obstetrícia para residentes. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, levando a vasoconstrição, ativação plaquetária e danos a múltiplos órgãos. A monitorização laboratorial visa detectar essas alterações. A contagem de plaquetas é vital, pois a trombocitopenia é um marcador de gravidade e componente da síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets). A avaliação das enzimas hepáticas (TGO, TGP) é crucial para identificar o comprometimento hepático, também parte da síndrome HELLP. A dosagem de creatinina sérica é essencial para avaliar a função renal, que pode ser afetada na pré-eclâmpsia. Embora o ácido úrico seja um marcador de gravidade e esteja frequentemente elevado, ele não é um critério isolado para a resolução da gestação. Residentes devem estar familiarizados com a interpretação desses exames para manejar adequadamente as pacientes com pré-eclâmpsia, garantindo a segurança materna e fetal.
Os exames essenciais incluem hemograma completo (com contagem de plaquetas), dosagem de transaminases (TGO, TGP), creatinina, ácido úrico e proteinúria de 24 horas ou relação proteína/creatinina em amostra isolada. Esses exames avaliam a função renal, hepática e a coagulação.
A contagem de plaquetas é fundamental, pois a plaquetopenia é um dos critérios diagnósticos da pré-eclâmpsia grave e da síndrome HELLP. Uma queda nas plaquetas pode preceder outros sinais clínicos e indicar a necessidade de resolução da gestação para evitar complicações materno-fetais graves.
A disfunção hepática na pré-eclâmpsia é avaliada principalmente pela dosagem das transaminases hepáticas (TGO e TGP). Elevações significativas (geralmente > 70 UI/L ou o dobro do limite superior da normalidade) são indicativas de comprometimento hepático e podem ser um sinal de síndrome HELLP.
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