Pré-eclâmpsia: Monitorização Laboratorial Essencial

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

A monitorização laboratorial desempenha um papel fundamental no manejo da pré-eclâmpsia, permitindo a detecção precoce de complicações materno-fetais. Nesse sentido, os exames laboratoriais devem ser selecionados com base na relevância clínica e na capacidade de prever a evolução da doença. Considerando as diretrizes nacionais sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A dosagem de ácido úrico é um marcador preditivo de desfechos maternos graves, sendo determinante na decisão de resolução da gestação, mesmo na ausência de outros achados laboratoriais alterados.
  2. B) Na avaliação do comprometimento hepático na pré-eclâmpsia, a dosagem de TGO é considerada suficiente para detectar alterações hepáticas na maioria dos casos.
  3. C) A contagem de plaquetas deve ser realizada rotineiramente em pacientes com pré-eclâmpsia, pois redução pode preceder sinais clínicos evidentes e indicar a necessidade de resolução da gestação em casos de síndrome HELLP.
  4. D) A dosagem isolada da creatinina não tem valor clínico na pré-eclâmpsia, pois a disfunção renal associada a essa condição ocorre de maneira súbita e grave, sendo identificada apenas por sintomas clínicos como oligúria e edema generalizado.
  5. E) Somente as alternativas B e C estão corretas.

Pérola Clínica

Na pré-eclâmpsia, monitorar plaquetas e enzimas hepáticas (TGO/TGP) é crucial para detectar síndrome HELLP e guiar a conduta.

Resumo-Chave

A monitorização laboratorial na pré-eclâmpsia é essencial para identificar precocemente complicações como a síndrome HELLP. A contagem de plaquetas e a dosagem de TGO/TGP são marcadores importantes de disfunção orgânica, enquanto a creatinina avalia a função renal. O ácido úrico é um marcador de gravidade, mas não determinante isolado da resolução da gestação.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação. A monitorização laboratorial desempenha um papel crítico no diagnóstico, na avaliação da gravidade e na tomada de decisões clínicas, especialmente em relação ao momento da resolução da gestação. É um tema de alta relevância em ginecologia e obstetrícia para residentes. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, levando a vasoconstrição, ativação plaquetária e danos a múltiplos órgãos. A monitorização laboratorial visa detectar essas alterações. A contagem de plaquetas é vital, pois a trombocitopenia é um marcador de gravidade e componente da síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelets). A avaliação das enzimas hepáticas (TGO, TGP) é crucial para identificar o comprometimento hepático, também parte da síndrome HELLP. A dosagem de creatinina sérica é essencial para avaliar a função renal, que pode ser afetada na pré-eclâmpsia. Embora o ácido úrico seja um marcador de gravidade e esteja frequentemente elevado, ele não é um critério isolado para a resolução da gestação. Residentes devem estar familiarizados com a interpretação desses exames para manejar adequadamente as pacientes com pré-eclâmpsia, garantindo a segurança materna e fetal.

Perguntas Frequentes

Quais exames laboratoriais são essenciais na monitorização da pré-eclâmpsia?

Os exames essenciais incluem hemograma completo (com contagem de plaquetas), dosagem de transaminases (TGO, TGP), creatinina, ácido úrico e proteinúria de 24 horas ou relação proteína/creatinina em amostra isolada. Esses exames avaliam a função renal, hepática e a coagulação.

Qual a importância da contagem de plaquetas na pré-eclâmpsia?

A contagem de plaquetas é fundamental, pois a plaquetopenia é um dos critérios diagnósticos da pré-eclâmpsia grave e da síndrome HELLP. Uma queda nas plaquetas pode preceder outros sinais clínicos e indicar a necessidade de resolução da gestação para evitar complicações materno-fetais graves.

Como a disfunção hepática é avaliada na pré-eclâmpsia?

A disfunção hepática na pré-eclâmpsia é avaliada principalmente pela dosagem das transaminases hepáticas (TGO e TGP). Elevações significativas (geralmente > 70 UI/L ou o dobro do limite superior da normalidade) são indicativas de comprometimento hepático e podem ser um sinal de síndrome HELLP.

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