HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Primigesta de 36 anos com idade gestacional de 34 semanas está em consulta pré-natal na UBS. Não relata antecedentes pessoais mórbidos. Está sem queixas, no entanto, a medida da PA na consulta foi de 140x100 mmHg (duas medidas após repouso sentada) e o peso corporal aumentou 4 Kg em relação à consulta passada há 20 dias. Traz uma ultrassonografia que mostra idade gestacional compatível com a DUM, líquido amniótico normal e placenta posterior, normoimplantada. Na palpação abdominal percebe-se apresentação cefálica, posição esquerda e escava vazia, altura uterina 33 cm e BCF presente e rítmico. Apresenta edema depressível e indolor de membros inferiores 1+/4. Fez teste de proteinúria de fita > 1+. Diante desse quadro, com a paciente já internada, assinale a conduta adequada.
Pré-eclâmpsia <37 sem: avaliar gravidade materna/fetal, maturação pulmonar, anti-hipertensivo (metildopa), manejo expectante se estável.
Em gestantes com pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade antes de 37 semanas, a conduta inicial envolve a internação para monitorização rigorosa materno-fetal, avaliação laboratorial para descartar gravidade, uso de anti-hipertensivos se necessário (como metildopa) e administração de corticoide para maturação pulmonar fetal. O objetivo é prolongar a gestação até 37 semanas, se as condições maternas e fetais permitirem.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva gestacional que se manifesta após a 20ª semana de gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria, podendo evoluir para formas graves com comprometimento multissistêmico. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo manejo cuidadoso e individualizado. O diagnóstico precoce e a estratificação de risco são fundamentais para definir a conduta. Em gestantes com pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade e idade gestacional inferior a 37 semanas, a conduta inicial geralmente envolve internação hospitalar para monitorização rigorosa da mãe e do feto. Isso inclui avaliação laboratorial para descartar sinais de gravidade (disfunção hepática, renal, plaquetopenia), monitorização da pressão arterial, avaliação da vitalidade fetal (cardiotocografia, perfil biofísico, dopplervelocimetria) e administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal. O tratamento anti-hipertensivo, com medicamentos como a metildopa, nifedipino ou hidralazina, é indicado para manter a pressão arterial em níveis seguros (geralmente entre 140/90 e 155/105 mmHg), evitando tanto a hipertensão descontrolada quanto a hipotensão que poderia comprometer a perfusão placentária. O manejo expectante visa prolongar a gestação até a 37ª semana, se as condições maternas e fetais se mantiverem estáveis, para otimizar os resultados neonatais. A interrupção da gestação é indicada em caso de pré-eclâmpsia grave ou deterioração das condições maternas ou fetais.
Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões após 20 semanas de gestação) associada a proteinúria (≥ 300 mg/24h ou proteinúria de fita ≥ 1+).
A maturação pulmonar fetal com corticosteroides é crucial em gestações pré-termo (<37 semanas) com risco de parto iminente, para reduzir a incidência de síndrome do desconforto respiratório neonatal.
O manejo expectante é apropriado em casos de pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, especialmente antes de 37 semanas, visando prolongar a gestação para otimizar a maturidade fetal, desde que as condições maternas e fetais permaneçam estáveis.
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