Pré-eclâmpsia Leve (38s): Via de Parto e Indução

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Gestante, 38 semanas, desejosa de parto normal, observou há 1 dia cefaleia, edema de membros inferiores e aumento súbito da pressão arterial sistêmica, que chegou a 140  90 mmHg na admissão da maternidade. Em relação ao quadro clínico e a via de parto, recomenda-se:

Alternativas

  1. A) Prescrição de anti-hipertensivos e parto instrumentalizado (fórceps ou vácuo) para diminuir os riscos de acidente vascular cerebral, com 39 semanas de gestação.
  2. B) Parto cesárea de urgência com anestesia geral.
  3. C) Prescrição de anti-hipertensivos e parto cesárea programado com 39 semanas.
  4. D) Aguardar o trabalho de parto fisiológico, fazendo exames de vitalidade fetal a cada 72 horas, e conduzir o parto vaginal em tempo oportuno.
  5. E) Parto via vaginal, preferencialmente, não havendo contraindicação para procedimentos de maturação cervical imediata.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia leve (38s): Indução do parto vaginal preferencial, com maturação cervical se necessário.

Resumo-Chave

Em gestante com 38 semanas e quadro sugestivo de pré-eclâmpsia leve (PA 140x90 mmHg, cefaleia, edema), a conduta é a interrupção da gestação. A via de parto vaginal é preferencial, podendo-se realizar maturação cervical e indução do parto, se não houver contraindicações obstétricas.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo definida pela presença de hipertensão (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou, na sua ausência, a sinais de disfunção de órgãos-alvo. A apresentação clínica pode variar de quadros leves a graves, e o manejo adequado é crucial para o desfecho materno-fetal. Para residentes de ginecologia e obstetrícia, o domínio desse tema é indispensável. No caso de uma gestante a termo (≥ 37 semanas) com pré-eclâmpsia leve, como a do enunciado (38 semanas, PA 140x90 mmHg, cefaleia, edema), a conduta principal é a interrupção da gestação. O objetivo é evitar a progressão da doença e suas complicações. A via de parto preferencial, na ausência de contraindicações obstétricas, é a vaginal. Para isso, pode ser necessária a maturação cervical, utilizando métodos farmacológicos (prostaglandinas) ou mecânicos, seguida da indução do trabalho de parto. A monitorização materno-fetal rigorosa é essencial durante todo o processo. A cesariana não é a via de parto de escolha para a pré-eclâmpsia leve, sendo reservada para situações de falha na indução, pré-eclâmpsia grave com indicação de parto imediato e condições desfavoráveis para o parto vaginal, ou outras indicações obstétricas. O manejo da pré-eclâmpsia exige uma avaliação cuidadosa do estado materno e fetal, com decisões individualizadas para otimizar os resultados. A prescrição de anti-hipertensivos pode ser considerada para controle pressórico, mas a resolução definitiva da doença ocorre com o parto.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para uma gestante com 38 semanas e suspeita de pré-eclâmpsia leve?

A conduta inicial é a interrupção da gestação, pois a gestante está a termo. A via de parto vaginal é a preferencial, podendo-se iniciar a maturação cervical e indução do parto, se as condições obstétricas permitirem.

Quando a cesariana é indicada na pré-eclâmpsia?

A cesariana é indicada em casos de pré-eclâmpsia grave com indicação de parto imediato e contraindicações ao parto vaginal, falha na indução do parto, sofrimento fetal agudo ou outras complicações obstétricas que impeçam o parto vaginal.

Quais são os sinais e sintomas de pré-eclâmpsia leve?

A pré-eclâmpsia leve é caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (ou sinais de disfunção orgânica na ausência de proteinúria). Sintomas como cefaleia, edema e distúrbios visuais podem estar presentes.

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