Pré-eclâmpsia Grave: Critérios Diagnósticos e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Primigesta de 17 anos de idade, na 32ª semana de gestação, com quadro de pré-eclâmpsia leve, foi encaminhada do ambulatório de pré-natal de alto risco diretamente para a maternidade.Qual situação clínica determinou acertadamente essa conduta?

Alternativas

  1. A) Proteinúria de 5 g.
  2. B) Creatinina sérica de 0,9 mg/dL.
  3. C) Desidrogenase láctica de 490 UI.
  4. D) Nível tensional de 150 × 110 mmHg, mantido por 4 horas.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia leve evolui para grave com PA ≥ 160/110 mmHg (2x em 4h) ou PA ≥ 150/110 mmHg (mantida por 4h).

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia leve pode evoluir para grave. Um dos critérios para pré-eclâmpsia grave é a pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com intervalo de 4 horas, ou uma pressão arterial de 150x110 mmHg mantida por 4 horas, como no caso. Os outros parâmetros (proteinúria, creatinina, LDH) não atingem os limites de gravidade.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. A classificação em leve e grave é crucial para o manejo e prognóstico materno-fetal. A pré-eclâmpsia leve é definida por pressão arterial ≥ 140/90 mmHg e proteinúria ≥ 300 mg/24h, sem sinais de gravidade. A progressão para pré-eclâmpsia grave é uma preocupação constante. Os critérios de gravidade incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com intervalo de 4 horas, ou uma pressão arterial de 150x110 mmHg mantida por 4 horas. Outros critérios de gravidade envolvem disfunção de órgãos-alvo, como plaquetopenia (<100.000/mm³), disfunção hepática (elevação de transaminases para o dobro do normal), insuficiência renal (creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina basal), edema pulmonar, distúrbios visuais ou cerebrais (cefaleia persistente, escotomas) e dor epigástrica ou no quadrante superior direito. O manejo da pré-eclâmpsia grave exige internação hospitalar, monitorização intensiva da mãe e do feto, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e, frequentemente, a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e da condição materno-fetal. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é fundamental para evitar complicações como eclampsia, síndrome HELLP e óbito materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a pré-eclâmpsia como grave?

A pré-eclâmpsia é grave se a pressão arterial sistólica for ≥ 160 mmHg ou a diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com intervalo de 4 horas, ou se houver sinais de disfunção orgânica como proteinúria ≥ 5g/24h, plaquetas < 100.000, creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicada, elevação de transaminases, edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais.

Por que uma pressão arterial de 150x110 mmHg mantida por 4 horas indica gravidade?

Embora os critérios clássicos mencionem 160/110 mmHg, uma pressão de 150x110 mmHg mantida por um período prolongado (4 horas) já indica falha no controle e risco aumentado de complicações, justificando a conduta de internação e manejo como pré-eclâmpsia grave.

Qual a importância da proteinúria na pré-eclâmpsia?

A proteinúria é um marcador de lesão renal na pré-eclâmpsia. Uma proteinúria ≥ 5g em 24 horas é um critério de gravidade, indicando comprometimento renal significativo. No entanto, sua ausência não exclui o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave se outros critérios estiverem presentes.

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