SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
A residente B.M.W. chega ao plantão obstétrico em hospital terciário recebendo de seu colega médico, em passagem de plantão, a história da paciente N.A.S.A., 16 anos, primigesta com idade gestacional de 34 semanas, apresentando quadro de elevação dos níveis pressóricos, PA: 160x100mmhg, Auscuta Fetal com BCF: 180bpm, dinâmica uterina ausente, em uso de sonda vesical de demora, sem apresentar diurese nas últimas 3 horas. No momento da passagem do caso, a paciente encontrava-se em uso da 2ª fase de sulfato de magnésio (MgSO4), iniciado no momento de sua internação, motivada pelo quadro descrito em associação com cefaleia occiptal, vômitos persistentes e alterações visuais (escotomas e amaurose). A conduta adequada a ser tomada é:
Pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia → Controlar PA (Hidralazina EV) + Maturação pulmonar fetal (Betametasona) se <34-36 semanas.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave com sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia, vômitos, alterações visuais, oligúria, PA elevada). A conduta imediata envolve o controle da pressão arterial para prevenir complicações maternas e a administração de corticoide para maturação pulmonar fetal, dado que a idade gestacional é de 34 semanas.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação gestacional séria, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, com sinais de disfunção de órgãos-alvo ou sintomas graves. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasoconstrição. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos níveis pressóricos e sintomas associados. A suspeita deve ser alta em gestantes com PA ≥ 160x110 mmHg, cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria ou sinais de HELLP. O tratamento visa estabilizar a mãe e otimizar as condições fetais. Inclui controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos (hidralazina, labetalol), prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e, em gestações pré-termo, administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal. A resolução da gestação é o tratamento definitivo, mas o momento depende da idade gestacional e da gravidade do quadro.
Os sinais incluem cefaleia occipital, alterações visuais (escotomas, amaurose), dor epigástrica, vômitos persistentes e hiperreflexia, indicando risco elevado de convulsão.
A conduta inicial envolve a administração de anti-hipertensivos intravenosos como hidralazina ou labetalol para controle rápido da pressão arterial e prevenção de complicações maternas.
A betametasona é administrada para promover a maturação pulmonar fetal, reduzindo o risco de síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, especialmente em gestações entre 24 e 34 semanas com risco de parto prematuro.
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