Pré-eclâmpsia Grave: Manejo da Crise Hipertensiva e Conduta

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

Primigesta, idade gestacional = 32 semanas, vem ao pronto-atendimento com cefaleia persistente, turvação visual e edema significativo em membros inferiores. Ao exame: feto vivo, único, cefálico, ausência de metrossístoles; altura de fundo uterino = 29 cm; PA: 170/110 mmHg. Qual a melhor conduta frente ao caso?

Alternativas

  1. A) Tratar crise hipertensiva com nifedipina, avaliação laboratorial materna e fetal e seguimento ambulatorial.
  2. B) Tratar crise hipertensiva com nifedipina, sulfato de magnésio parenteral, internação hospitalar para corticoterapia e interrupção imediata da gravidez por via obstétrica.
  3. C) Tratar crise hipertensiva com nifedipina, sulfato de magnésio parenteral, internação hospitalar para tratamento clínico, avaliação materna e fetal, corticoterapia.
  4. D) Tratar crise hipertensiva com metildopa, sulfato de magnésio parenteral, internação hospitalar para tratamento clínico, avaliação materna e fetal.
  5. E) Tratar crise hipertensiva com nifedipina, sulfato de magnésio oral, internação hospitalar para tratamento cirúrgico, avaliação materna e fetal, corticoterapia.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com 32 semanas: tratar crise hipertensiva, sulfato de magnésio, corticoterapia e internação para estabilização.

Resumo-Chave

A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg e sintomas como cefaleia e turvação visual). A conduta inclui controle da crise hipertensiva, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e corticoterapia para maturação pulmonar fetal, visando estabilização antes de considerar a interrupção da gravidez, que não é imediata se a condição materna e fetal permitir.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A forma grave, como no caso apresentado, é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo manejo rápido e eficaz. A incidência varia, mas é crucial reconhecer os sinais de gravidade para intervenção precoce. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a presença de PA elevada e sintomas ou sinais de disfunção de órgãos-alvo. A suspeita deve ser alta em gestantes com cefaleia, turvação visual, dor epigástrica e edema súbito. A avaliação fetal e materna é fundamental para guiar a conduta. O tratamento da pré-eclâmpsia grave visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões (com sulfato de magnésio) e, em casos de prematuridade, promover a maturação pulmonar fetal com corticoterapia. A interrupção da gravidez é o tratamento definitivo, mas o momento deve ser individualizado, considerando a idade gestacional, a gravidade do quadro materno e as condições fetais, buscando estabilizar a paciente antes da resolução.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar pré-eclâmpsia grave?

A pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria, e/ou sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria, edema pulmonar ou alterações laboratoriais como plaquetopenia e elevação de enzimas hepáticas.

Qual a primeira conduta para uma crise hipertensiva na gestação?

A primeira conduta é tratar a crise hipertensiva com anti-hipertensivos de ação rápida e segura na gestação, como a nifedipina oral ou hidralazina/labetalol intravenosos, para reduzir a PA e prevenir complicações maternas.

Por que o sulfato de magnésio é utilizado na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é usado para profilaxia e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, reduzindo a excitabilidade neuronal.

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