Pré-eclâmpsia Grave: Manejo Urgente e Profilaxia

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Primigesta de 36 semanas chega ao pronto-socorro apresentando PA de 160x100 MmHg associada à turvação visual e cefaleia. A vitalidade fetal está preservada. Diante desse caso, qual é a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Iniciar Metildopa 250 mg uma vez ao dia para controle pressórico.
  2. B) Nitroprussiato de sódio é a primeira opção para esse quadro.
  3. C) Realizar dipirona e aferir a pressão arterial após 4 horas da analgesia.
  4. D) Indicar a cesárea de forma imediata, visto que só haverá controle pressórico após a resolução da gestação.
  5. E) Realizar sulfato de magnésio a 50% e deixar aspirado gluconato de cálcio em cabeceira do leito.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos → Sulfato de Magnésio para profilaxia de convulsão, com Gluconato de Cálcio à cabeceira.

Resumo-Chave

A presença de PA ≥ 160x110 mmHg ou ≥ 160x100 mmHg associada a sintomas como turvação visual e cefaleia em gestante de 36 semanas configura pré-eclâmpsia grave. A conduta imediata é a profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio, sendo o gluconato de cálcio seu antídoto em caso de toxicidade.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo, com alta morbimortalidade materna e fetal. É fundamental que residentes e estudantes de medicina saibam reconhecer seus sinais e sintomas de gravidade, como cefaleia, turvação visual e dor epigástrica, que indicam iminência de eclâmpsia e a necessidade de intervenção imediata. A incidência varia, mas é uma das principais causas de mortalidade materna globalmente. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e ativação plaquetária. O diagnóstico é clínico, baseado nos níveis pressóricos e na presença de sintomas ou alterações laboratoriais. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante com hipertensão após 20 semanas de gestação. A conduta inicial visa estabilizar a paciente e prevenir complicações graves, como a eclâmpsia, que é uma emergência obstétrica. O tratamento da pré-eclâmpsia grave inclui o controle da pressão arterial e, crucialmente, a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. A resolução da gestação é o tratamento definitivo. É vital monitorar a paciente para sinais de toxicidade por magnésio, como depressão respiratória e arreflexia, e ter o gluconato de cálcio prontamente disponível como antídoto. A decisão sobre o momento do parto depende da idade gestacional e da estabilidade materna e fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave?

Os sinais incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria, e sintomas como cefaleia persistente, turvação visual, dor epigástrica, oligúria, edema pulmonar e alterações laboratoriais (trombocitopenia, elevação de enzimas hepáticas, creatinina).

Por que o sulfato de magnésio é a primeira escolha na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é o agente de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um depressor do sistema nervoso central, reduzindo a excitabilidade neuronal e o risco de convulsões, sendo mais eficaz que outros anticonvulsivantes.

Qual a importância de ter gluconato de cálcio disponível ao usar sulfato de magnésio?

O gluconato de cálcio é o antídoto específico para a toxicidade por sulfato de magnésio. Em caso de sinais de toxicidade, como depressão respiratória ou arreflexia, a administração de gluconato de cálcio reverte rapidamente esses efeitos, sendo crucial para a segurança da paciente.

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