Pré-eclâmpsia Grave: Manejo da Iminência de Eclâmpsia

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2019

Enunciado

Gestante de 30 anos, G3C2, com idade gestacional de 35 semanas, sem comorbidades associadas e sem histórico obstétrico pregresso relevante (as cesarianas anteriores foram por fetos pélvicos), dá entrada no PA com queixa de edema generalizado e cefaleia com 2 dias de duração. Esta gestação foi concebida por um novo parceiro, diferente das gestações anteriores. Ao exame: FC 95 bpm, FR 16 mpm, PA 150/90 (medidas normais no cartão de pré-natal); alt. Uterina de 34 cm, feto cefálico com dorso à direita; dinâmica uterina ausente; toque vaginal com colo longo, grosso, posterior e impérvio; edema de membros inferiores, tronco e face. O resultado dos exames laboratoriais relevaram proteinúria, hemoconcentração, LDH e ácido úrico elevados, sem alterações nas enzimas hepáticas, plaquetas normais, creatinina sérica normal. Na evolução, a cefaleia progrediu apresentando também escotomas cintilantes e visão turva. A cardiotocografia mostra padrão tranquilizados (categoria 1). Qual a melhor conduta ante o caso?

Alternativas

  1. A) Cesariana imediata com raquianestesia.
  2. B) Cesariana imediata com anestesia geral.
  3. C) Realizar dose de ataque de sulfato de magnésio e na sequência instalar dose de manutenção em bomba infusora. Iniciar indução de maturidade pulmonar fetal com betametasona e aguardar 48h para cesariana.
  4. D) Realizar dose de ataque de sulfato de magnésio e manutenção do sulfato em bomba infusora; reservar leito de UTI neonatal e aguardar jejum para cesariana.
  5. E) Realizar dose de ataque de sulfato de magnésio e iniciar indução do trabalho de parto com misoprostol vaginal.

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