AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Primigesta, 22 anos, com 32 semanas de gestação, procura o Pronto Socorro com queixa de cefaléia de forte intensidade, dor epigástrica e escotomas, com inicio há duas horas. Ao exame observa-se: edema de membros inferiores, pressão arterial de 180X 110 mmHG, altura uterina de 32 cms., batimento cardíaco fetal de 130 bpm.Quais são, respectivamente o diagnóstico e a conduta?
Pré-eclâmpsia grave: PA ≥160/110 + sintomas (cefaleia, escotomas, dor epigástrica) → Sulfato de Mg + anti-hipertensivo + corticoide (se <34s).
A paciente apresenta critérios de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade (PA elevada, sintomas neurológicos e epigástricos). A conduta inicial inclui controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e maturação pulmonar fetal com betametasona, dada a idade gestacional.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, afetando cerca de 5-8% das gestações. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo crucial seu reconhecimento e manejo precoce para evitar complicações graves como eclâmpsia, Síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial placentária e sistêmica, levando a vasoconstrição generalizada e ativação inflamatória. Os sinais de gravidade incluem pressão arterial ≥160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica ou em quadrante superior direito, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal, e edema pulmonar. A suspeita deve ser alta em gestantes com hipertensão e sintomas associados. O tratamento da pré-eclâmpsia grave visa controlar a pressão arterial (com hidralazina, labetalol ou nifedipino), prevenir convulsões (com sulfato de magnésio) e, se a idade gestacional for <34 semanas, acelerar a maturação pulmonar fetal (com betametasona). A interrupção da gestação é o tratamento definitivo, sendo indicada em casos de gravidade ou maturidade fetal.
Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, proteinúria, e sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), dor epigástrica, ou evidência de disfunção orgânica (plaquetopenia, disfunção hepática/renal, edema pulmonar).
O sulfato de magnésio é fundamental para a prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, sendo a droga de escolha para essa finalidade.
A betametasona é indicada para acelerar a maturação pulmonar fetal em gestações com idade gestacional inferior a 34 semanas, quando há risco iminente de parto prematuro, como em casos de pré-eclâmpsia grave.
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