DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Gestante de 34 semanas dá entrada na maternidade com pressão arterial de 200x120 mmHg, referindo cefaleia e escotomas cintilantes. A melhor associação de medicamentos neste caso é:
Pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos → Sulfato de Magnésio (profilaxia convulsão) + anti-hipertensivo IV (Hidralazina/Labetalol).
A gestante apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave com iminência de eclampsia (cefaleia, escotomas, PA elevada). O sulfato de magnésio é a droga de escolha para profilaxia e tratamento de convulsões, e a hidralazina (ou labetalol) é um anti-hipertensivo de primeira linha para controle agudo da pressão arterial na gestação.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo evoluir para eclampsia (convulsões). É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasoconstrição, levando a hipertensão e comprometimento de múltiplos órgãos. Os sintomas como cefaleia e escotomas cintilantes indicam iminência de eclampsia. O diagnóstico é clínico, baseado nos níveis pressóricos e sintomas associados. O tratamento visa controlar a pressão arterial e prevenir/tratar as convulsões. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha. Para o controle da PA, hidralazina ou labetalol endovenosos são preferidos. A resolução definitiva é o parto, mas a estabilização materna é prioritária.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria, e/ou sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria, edema pulmonar, disfunção hepática ou plaquetopenia.
O sulfato de magnésio atua como anticonvulsivante, estabilizando as membranas neuronais e reduzindo a excitabilidade cortical, sendo superior a outros anticonvulsivantes na prevenção e tratamento da eclampsia.
Hidralazina endovenosa, Labetalol endovenoso e Nifedipina oral são as opções de primeira linha para o controle agudo da pressão arterial em gestantes com crise hipertensiva.
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