Crise Hipertensiva na Gestação: Manejo e Profilaxia

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021

Enunciado

O manejo da doença hipertensiva específica da gestação é muito importante porque é a principal causa de óbito materno no brasil entre as complicações no ciclo gravídico puerperal. Para uma paciente multípara, com gestação de 32 semanas e 5 dias que, que chegue ao seu atendimento apenas para consulta de rotina, assintomática, com achado de pressão arterial de 180x120 mmhg e vitalidade fetal preservada, assinale a alternativa correta que aponta para qual seria a conduta inicial a ser tomada nesse caso:

Alternativas

  1. A) Hidralazina, como hipotensor de primeira escolha para dose de ataque, e sulfato de magnésio para manter a pressão normalizada.
  2. B) Nifedipina, como hipotensor de primeira escolha para dose de ataque, e hidralazina para evitar convulsões.
  3. C) Nifedipina, como hipotensor de primeira escolha para dose de ataque, e sulfato de magnésio para evitar convulsões.
  4. D) Sulfato de magnésio em dose de ataque por 20 minutos para evitar convulsões e depois como hipotensor, tanto no ataque quanto na manutenção.
  5. E) Hidralazina como hipotensor de primeira escolha, até normalizar a pressão arterial, sem uso de sulfato de magnésio.

Pérola Clínica

PA ≥ 160/110 mmHg em gestante (mesmo assintomática) = Pré-eclâmpsia grave → Sulfato Mg + anti-hipertensivo.

Resumo-Chave

Uma pressão arterial de 180x120 mmHg em gestante de 32 semanas, mesmo assintomática, configura pré-eclâmpsia grave e crise hipertensiva. A conduta inicial inclui o uso de anti-hipertensivo para controle pressórico e, crucialmente, sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões, devido ao alto risco de eclâmpsia.

Contexto Educacional

A doença hipertensiva específica da gestação, especialmente a pré-eclâmpsia grave, é a principal causa de óbito materno no Brasil. É definida por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria, e torna-se grave com PA ≥ 160/110 mmHg ou sinais/sintomas de disfunção orgânica. Mesmo em pacientes assintomáticas, uma pressão arterial de 180x120 mmHg configura uma crise hipertensiva e pré-eclâmpsia grave, exigindo intervenção imediata. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e vasoespasmo. O diagnóstico é clínico e laboratorial. A conduta inicial para crise hipertensiva na gestação (PA ≥ 160/110 mmHg) inclui o uso de anti-hipertensivos de ação rápida (como nifedipina oral, hidralazina IV ou labetalol IV) para controle pressórico. Além disso, o sulfato de magnésio é mandatório para profilaxia de eclâmpsia em todas as gestantes com pré-eclâmpsia grave, independentemente da presença de sintomas, devido ao alto risco de convulsões.

Perguntas Frequentes

Quando considerar uma gestante com pré-eclâmpsia grave?

Uma gestante é considerada com pré-eclâmpsia grave quando apresenta pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, com 15 minutos de intervalo, ou sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo, mesmo que a PA seja menor.

Qual a primeira escolha de anti-hipertensivo para crise na gestação?

Para o controle agudo da crise hipertensiva na gestação, os anti-hipertensivos de primeira escolha incluem nifedipina oral de ação rápida, hidralazina intravenosa ou labetalol intravenoso, dependendo da disponibilidade e da condição clínica da paciente.

O sulfato de magnésio é sempre indicado na pré-eclâmpsia grave?

Sim, o sulfato de magnésio é mandatório para profilaxia de eclâmpsia em todas as gestantes com pré-eclâmpsia grave, independentemente da presença de sintomas, devido ao alto risco de convulsões e complicações neurológicas.

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