HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Mulher de 36 anos, Primigesta, IG (Idade Gestacional): 34 semanas, chega ao PA referindo cefaleia, escotomas, fosfenas, náuseas, vômitos e epigastralgia. A carteira de acompanhamento pré-natal mostra como intercorrências 01 episódio de ITU e uso de metil-dopa na dose de 1,0g ao dia a partir de 28 semanas. Ao EF: BEG, corada, hidratada, ativa, AAA, AU: 33, BCF: 144, MF: presente, DU: compatível com contrações de Braxton Hicks, MMII: edema +++/4, FC: 100, FR: 20, PA: 150 x 100 mmHg. Os próximos passos no atendimento são:
Pré-eclâmpsia grave (PA ≥160/110 ou sintomas) → Internar, ↓ PA (Hidralazina EV), Sulfato Mg (prevenção eclampsia), exames, vitalidade fetal.
A paciente apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 150/100 mmHg e sintomas como cefaleia, escotomas, epigastralgia). A conduta imediata envolve internação, controle da pressão arterial com anti-hipertensivo EV (hidralazina), profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio, coleta de exames para avaliar função orgânica e vitalidade fetal.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo, que pode levar a morbidade e mortalidade materna e fetal significativas. A paciente do caso apresenta sintomas clássicos de gravidade (cefaleia, escotomas, fosfenas, náuseas, vômitos e epigastralgia) e níveis pressóricos elevados (150 x 100 mmHg), mesmo em uso de metildopa, indicando a necessidade de intervenção imediata. O manejo da pré-eclâmpsia grave exige internação hospitalar para monitorização contínua da mãe e do feto. O controle da pressão arterial é crucial para prevenir complicações maternas como acidente vascular cerebral. A hidralazina endovenosa é uma das opções de primeira linha para o controle agudo da hipertensão na gestação, devido ao seu rápido início de ação e perfil de segurança. Além do controle pressórico, a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio é mandatório em casos de pré-eclâmpsia grave, pois reduz significativamente o risco de eclâmpsia. A coleta de exames laboratoriais (hemograma, função renal e hepática, coagulograma, proteinúria) e a avaliação da vitalidade fetal (cardiotocografia, perfil biofísico) são essenciais para monitorar a progressão da doença e o bem-estar fetal, guiando a decisão sobre o momento e a via de parto.
Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg em duas ocasiões, ou PA ≥140/90 mmHg com sintomas graves (cefaleia, distúrbios visuais, epigastralgia, dor em hipocôndrio direito), ou disfunção orgânica (proteinúria maciça, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal, edema pulmonar).
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante e neuroprotetor, reduzindo a excitabilidade neuronal.
Para o controle agudo da hipertensão grave na pré-eclâmpsia, são recomendados hidralazina intravenosa, labetalol intravenoso ou nifedipino oral de liberação imediata. Captopril e outros IECA/BRA são contraindicados na gravidez.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo