HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Sobre a Pré-eclâmpsia grave, a afirmativa incorreta, é:
Pré-eclâmpsia grave → Via de parto depende da condição obstétrica, não é obrigatoriamente cesariana.
A via de parto na pré-eclâmpsia grave não é automaticamente a cesariana. A decisão depende da idade gestacional, condições cervicais, vitalidade fetal e estabilidade materna. Muitas vezes, a indução do parto vaginal é possível e preferível, se as condições forem favoráveis e a estabilidade materna permitir.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação em mulheres previamente normotensas. A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de hipertensão associada a sinais de disfunção orgânica materna ou fetal, representando um risco significativo para a vida da mãe e do bebê. Os critérios de gravidade incluem pressão arterial sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/µL), elevação de enzimas hepáticas (AST ou ALT >2x o normal), insuficiência renal (creatinina >1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar, ou sintomas neurológicos/visuais. A proteinúria de 24 horas, embora presente, não é o principal critério para definir a gravidade. A síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia) é uma forma grave de pré-eclâmpsia. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia grave é o parto. A via de parto (vaginal ou cesariana) deve ser individualizada com base na idade gestacional, condições cervicais, vitalidade fetal e estabilidade materna, e não é obrigatoriamente cesariana. A corticoterapia é indicada para maturação pulmonar fetal em gestações pré-termo. O manejo inclui controle da pressão arterial e prevenção de convulsões com sulfato de magnésio.
Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/µL), elevação de enzimas hepáticas (AST ou ALT >2x o normal), insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos (cefaleia, distúrbios visuais) e epigastralgia.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é indicada para promover a maturação pulmonar fetal em gestações pré-termo, geralmente antes de 34 semanas, quando o parto é iminente.
Embora a proteinúria seja um critério diagnóstico para pré-eclâmpsia, a sua quantificação de 24 horas não é mais um critério obrigatório para definir a gravidade. Outros sinais e sintomas de disfunção orgânica materna ou fetal são mais relevantes para a classificação de grave.
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