Pré-eclâmpsia Grave: Diagnóstico e Manejo Essencial

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023

Enunciado

Uma primigesta de 16 anos, com idade gestacional de 35 semanas, chega ao prontosocorro apresentando cefaleia com escotomas e epigastralgia. Apresenta-se com aumento inédito dos níveis pressóricos (PA =150x100mmhHg), BCF = 140bpm e ausência de edemas. Em reavaliação após 4 horas, mantém queixa de cefaleia com escotomas e epigastralgia, PA = 150x110mmHg e BCF = 144bpm. Exames laboratoriais evidenciam relação proteina-creatinina na urina = 0,6mg/dL, hemoglobina = 12g/dL, plaquetas = 110.000/mm3 e transaminases hepáticas e creatinina sérica sem alterações. Quais são o diagnóstico e a conduta para a paciente?

Alternativas

  1. A) hipertensão gestacional, anti-hipertensivo oral e parto no termo
  2. B) pré-eclâmpsia leve, anti-hipertensivo e indução do parto
  3. C) síndrome HELLP, betametasona e cesárea
  4. D) pré-eclâmpsia grave, sulfato de magnésio e indução do parto

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave: PA ≥160/110 ou sintomas graves (cefaleia, escotomas, epigastralgia) ou plaquetas <100.000. Conduta: Sulfato de Mg + Parto.

Resumo-Chave

A paciente apresenta critérios de pré-eclâmpsia grave devido aos sintomas (cefaleia, escotomas, epigastralgia) e plaquetopenia (<110.000/mm3), mesmo com a proteinúria limítrofe. A conduta é estabilização com sulfato de magnésio para profilaxia de convulsão e interrupção da gestação.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana, ou hipertensão com disfunção de órgão-alvo. A forma grave é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, afetando cerca de 2-8% das gestações. É crucial o reconhecimento precoce para evitar complicações. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. Os critérios de gravidade incluem PA ≥160/110 mmHg, sintomas neurológicos (cefaleia, escotomas), epigastralgia, plaquetopenia (<100.000/mm3), elevação de transaminases, insuficiência renal ou edema pulmonar. A presença de qualquer um desses já classifica como grave. O tratamento da pré-eclâmpsia grave visa prevenir a eclâmpsia com sulfato de magnésio e controlar a pressão arterial, além da interrupção da gestação. A idade gestacional e a gravidade do quadro determinam o momento e a via do parto, sendo geralmente indicada a interrupção a partir de 34 semanas ou em qualquer idade gestacional se houver instabilidade materna ou fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia grave?

Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg, sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas), epigastralgia, plaquetopenia (<100.000/mm3), elevação de transaminases, insuficiência renal ou edema pulmonar.

Qual a importância do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é fundamental para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia, que são as convulsões tônico-clônicas generalizadas. Ele atua como um anticonvulsivante, reduzindo a excitabilidade neuronal.

Quando a interrupção da gestação é indicada na pré-eclâmpsia?

A interrupção da gestação é indicada em casos de pré-eclâmpsia grave a partir de 34 semanas ou em qualquer idade gestacional se houver instabilidade materna ou fetal, como piora dos sintomas, disfunção orgânica progressiva ou sofrimento fetal.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo