Pré-eclâmpsia Grave: Manejo da Crise Hipertensiva

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024

Enunciado

Primigesta, com 36,2 semanas, deu entrada na unidade de saúde com queixa de dor moderada em hipocôndrio direito, não responsiva à analgésicos. Relata boa movimentação fetal e nega outras queixas. Ao exame: Bom estado geral, eupnéica, edema membros inferiores ++, com pressão artérial de 180 x 110 mmhg, em duas medidas subsequentes e proteinúria de fita com +/+4. Dinâmica uterina ausente, BCF 142 bpm, regular, em quadrante inferior esquerdo. Assinale a opção que apresenta a melhor conduta terapêutica medicamentosa:

Alternativas

  1. A) Metildopa - VO e Hidroclorotiazida VO.
  2. B) Captopril - VO e Sulfato de Magnésio EV.
  3. C) Hidralazina - EV e Metoprolol VO.
  4. D) Hidralazina EV e Sulfato de Magnésio EV.
  5. E) Clonidina VO e Metildopa VO.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg + sintomas) → Hidralazina EV (PA) + Sulfato de Magnésio EV (convulsão).

Resumo-Chave

A paciente apresenta critérios de pré-eclâmpsia grave (PA ≥ 160/110 mmHg, dor em hipocôndrio direito, proteinúria). A conduta imediata inclui controle da pressão arterial com anti-hipertensivos endovenosos (como hidralazina) e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio, também por via endovenosa.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 160/110 mmHg) e proteinúria, acompanhada de sinais de disfunção de órgãos-alvo ou sintomas graves. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce e o manejo agressivo são cruciais para prevenir complicações como eclampsia, síndrome HELLP e descolamento prematuro de placenta. O diagnóstico baseia-se na tríade de hipertensão, proteinúria e, em casos graves, sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e vasoconstrição. A conduta terapêutica imediata visa controlar a pressão arterial e prevenir convulsões. O tratamento medicamentoso para a crise hipertensiva na pré-eclâmpsia grave inclui anti-hipertensivos endovenosos de ação rápida, como a hidralazina ou o labetalol. Para a profilaxia e tratamento da eclampsia, o sulfato de magnésio é a droga de escolha, administrado por via endovenosa. A interrupção da gestação é o tratamento definitivo, e a decisão sobre o momento do parto depende da idade gestacional e da estabilidade clínica materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia grave?

Incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões, proteinúria, e/ou sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar, disfunção renal ou hepática, e trombocitopenia.

Por que o sulfato de magnésio é a droga de escolha para profilaxia de convulsões na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio atua como um depressor do sistema nervoso central, diminuindo a excitabilidade neuronal e o risco de eclampsia. É mais eficaz e seguro que outros anticonvulsivantes para essa indicação.

Quais anti-hipertensivos são seguros e eficazes para o manejo agudo da hipertensão grave na gestação?

Hidralazina EV, Labetalol EV e Nifedipino VO (liberação imediata) são as opções de primeira linha. O nitroprussiato de sódio pode ser usado em casos refratários, mas com cautela devido ao risco de toxicidade fetal.

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