Pré-eclâmpsia Grave: Manejo de Emergência e Fármacos Essenciais

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Primigesta com 34 semanas, edema de mãos, face e membros inferiores, refere cefaléia intensa e turvação visual há cerca de 1 hora. Ao exame: feto vivo, único, cefálico, bcf= 150 bpm; tonus uterino normal. PA= 170X120 mmHg. Qual a melhor associação de fármacos nos cuidados iniciais na emergência?

Alternativas

  1. A) Nifedipina e nitropussiato de sódio.
  2. B) Sulfato de magnésio e nitroprussiato de sódio.
  3. C) Nifedipina e metildopa.
  4. D) Sulfato de magnésio e hidralazina.
  5. E) Sulfato de magnésio e metildopa.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave com sintomas neurológicos → Sulfato de Magnésio (prevenção convulsão) + Anti-hipertensivo (Hidralazina/Labetalol/Nifedipina).

Resumo-Chave

O quadro de primigesta com 34 semanas, hipertensão grave (170x120 mmHg), edema e sintomas neurológicos (cefaleia intensa, turvação visual) é compatível com pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia. A conduta inicial na emergência é a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e o controle da pressão arterial com anti-hipertensivos como hidralazina, labetalol ou nifedipina.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, com sinais de disfunção de órgãos-alvo ou sintomas graves. A iminência de eclâmpsia, indicada por sintomas como cefaleia intensa, turvação visual, dor epigástrica ou hiperreflexia, exige intervenção imediata para prevenir convulsões eclâmpticas, que podem ser fatais para mãe e feto. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo. O diagnóstico é clínico e laboratorial, e a identificação de sintomas de iminência de eclâmpsia é crucial. A conduta na emergência tem dois pilares: prevenção de convulsões e controle da pressão arterial. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha, administrado por via intravenosa, com monitoramento rigoroso para evitar toxicidade. Para o controle da crise hipertensiva, fármacos como hidralazina intravenosa, labetalol intravenoso ou nifedipina oral são utilizados para reduzir a pressão arterial de forma gradual e segura, evitando quedas bruscas que possam comprometer a perfusão uteroplacentária. A metildopa é um anti-hipertensivo de uso crônico, não indicado para crise aguda. O nitroprussiato de sódio é evitado devido ao risco de toxicidade fetal por cianeto. Após a estabilização, a resolução da gravidez é o tratamento definitivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?

Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada por PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000, disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar, ou sintomas neurológicos como cefaleia persistente e distúrbios visuais.

Qual o papel do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, agindo como um anticonvulsivante e neuroprotetor.

Quais anti-hipertensivos são seguros e eficazes para o controle da crise hipertensiva na gravidez?

Hidralazina intravenosa, labetalol intravenoso e nifedipina oral são os fármacos de primeira linha recomendados para o controle agudo da hipertensão grave na gestação.

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