Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Constitui indicação para interrupção da gestação em paciente com pré-eclâmpsia, longe do termo:
Pré-eclâmpsia longe do termo: Edema pulmonar é indicação absoluta para interrupção da gestação.
Em casos de pré-eclâmpsia grave longe do termo, a presença de edema pulmonar é uma indicação absoluta para a interrupção da gestação, pois representa uma complicação grave e potencialmente fatal para a mãe, exigindo resolução imediata da condição.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria ou a outros sinais de disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia grave é uma condição que exige atenção imediata devido ao risco de complicações maternas e fetais graves, incluindo eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta e óbito. A decisão de interromper a gestação em casos de pré-eclâmpsia grave longe do termo é complexa e deve equilibrar os riscos maternos e fetais. Enquanto a gestação pode ser prolongada em alguns casos para permitir a maturação pulmonar fetal (com uso de corticoides), certas condições maternas ou fetais representam indicações absolutas para o parto imediato, independentemente da idade gestacional. O edema pulmonar é uma dessas indicações absolutas. Ele reflete uma disfunção endotelial generalizada e aumento da permeabilidade capilar, juntamente com sobrecarga volêmica, levando ao acúmulo de líquido nos pulmões. Essa complicação é uma emergência obstétrica que pode rapidamente progredir para insuficiência respiratória grave e óbito materno. Outras indicações absolutas incluem eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta, insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral e sofrimento fetal agudo. A interrupção da gestação é a única medida definitiva para reverter a fisiopatologia da pré-eclâmpsia.
Além do edema pulmonar, outras indicações incluem eclampsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta, insuficiência renal aguda, acidente vascular cerebral, restrição de crescimento intrauterino grave com fluxo diastólico final reverso e sofrimento fetal agudo.
O edema pulmonar na pré-eclâmpsia é uma manifestação de disfunção endotelial e sobrecarga volêmica, representando uma emergência médica que pode levar à insuficiência respiratória e óbito materno se não for prontamente resolvida com o parto.
Proteinúria > 5g/24h, plaquetas < 100.000/mm³, elevação de enzimas hepáticas, cefaleia persistente ou distúrbios visuais, e hipertensão arterial grave (>160/110 mmHg) são critérios de gravidade, mas a conduta pode ser expectante com monitorização rigorosa em gestações muito pré-termo, visando a maturação pulmonar fetal, desde que não haja sinais de iminência de complicações maternas ou fetais graves.
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