UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Jovem de 18 anos, GI-P0, 33 semanas de gestação, chega ao hospital com queixas de cefaleia, náuseas e dor epigástrica em barra. Ao exame físico: PA = 170 x 110 mmHg; AFU = 29 cm; BCF = 128 bpm, metrossístoles ausentes, útero com tônus normal, colo uterino posterior longo e fechado. A conduta que deve ser adotada, inicialmente, para esse caso, é:
Pré-eclâmpsia grave com sintomas (cefaleia, dor epigástrica) → Sulfato de Magnésio (prevenção convulsão) + Anti-hipertensivo IV (Hidralazina/Labetalol).
A paciente apresenta sinais e sintomas de pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia (cefaleia, dor epigástrica, PA muito elevada). A conduta inicial é a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e controle da pressão arterial com anti-hipertensivo intravenoso como hidralazina ou labetalol.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gravidez caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou hipertensão com sinais de disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia grave é definida por PA ≥ 160/110 mmHg ou pela presença de sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, que indicam iminência de eclâmpsia. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. No caso apresentado, a gestante com 33 semanas, PA de 170x110 mmHg e sintomas como cefaleia, náuseas e dor epigástrica configura um quadro de pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia. A conduta inicial é emergencial e visa prevenir a convulsão eclâmptica e controlar a pressão arterial. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões, sendo administrado em dose de ataque e manutenção. Para o controle da crise hipertensiva, anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida são indicados, como a Hidralazina ou o Labetalol. O objetivo é reduzir a PA para níveis seguros (geralmente 140-150/90-100 mmHg) para evitar complicações maternas como AVC, sem comprometer a perfusão uteroplacentária. A interrupção da gestação é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia grave, mas a estabilização materna é prioritária antes de qualquer decisão sobre o parto.
Sinais incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas/vômitos e hiperreflexia.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha por sua eficácia comprovada na prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, com um bom perfil de segurança quando monitorado adequadamente.
Hidralazina e Labetalol intravenosos são as opções preferenciais para o controle rápido da pressão arterial em crises hipertensivas na gestação, visando reduzir o risco de complicações maternas.
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