UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Paciente Gesta 3 Para 2 Aborto 0 (2 cesarianas), com idade gestacional de 35 semanas deu entrada na urgência obstétrica com quadro de obnubilação, cefaleia, edema de membros inferiores e pressão arterial em 180 x 120mmHg. O feto apresentava boa movimentação e frequência cardíaca em 140 bpm. Sobre o caso, inferem-se algumas sentenças: I. Apesar de tratar-se de pré-eclampsia grave, a indução do parto não está descartada. II. Ainda que haja alterações laboratoriais como plaquetopenia e elevações de transglutaminase oxaloacética (TGO) e transgutaminase pirúvica (TGP) é mais interessante mantermos a conduta expectante, preservando o prognóstico fetal. III. Sulfato de magnésio é droga de escolha na prevenção da eclampsia. Assinale:
Pré-eclâmpsia grave com 2 cesarianas prévias: indução do parto é de alto risco; sulfato de magnésio é padrão ouro para profilaxia de eclampsia.
Em pacientes com pré-eclâmpsia grave e histórico de duas cesarianas, a indução do parto é geralmente contraindicada devido ao risco aumentado de ruptura uterina, sendo a cesariana a via de parto preferencial. O sulfato de magnésio é essencial para a prevenção de convulsões eclâmpticas, independentemente da via de parto.
A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas, podendo evoluir para eclampsia (convulsões). É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, exigindo manejo rápido e eficaz. A incidência varia globalmente, mas é uma preocupação constante na prática obstétrica, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce e a estabilização da paciente são cruciais. A presença de sinais e sintomas como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica e alterações laboratoriais (plaquetopenia, elevação de transaminases) indicam gravidade. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. A conduta definitiva é a interrupção da gestação, mas a via de parto deve ser cuidadosamente avaliada, especialmente em pacientes com histórico de cesarianas prévias, onde a indução do parto vaginal aumenta significativamente o risco de ruptura uterina. O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas, com um mecanismo de ação neuroprotetor. Seu uso deve ser monitorado para evitar toxicidade. O prognóstico materno e fetal depende da rapidez e adequação do manejo, sendo a interrupção da gestação o único tratamento curativo. A atenção aos detalhes do histórico obstétrico e a individualização da conduta são fundamentais para otimizar os resultados.
O sulfato de magnésio é indicado para profilaxia e tratamento de convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia grave ou eclampsia. Sua administração visa estabilizar a paciente e prevenir complicações neurológicas.
Neste cenário, a interrupção da gestação é indicada. Devido às duas cesarianas prévias, a indução do parto vaginal é de alto risco para ruptura uterina, sendo a cesariana eletiva a via de parto mais segura e preferencial. A estabilização materna com sulfato de magnésio é prioritária.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/mm³), elevação de transaminases (TGO/TGP > 2x o normal), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar, sintomas neurológicos (cefaleia persistente, distúrbios visuais) ou dor epigástrica/quadrante superior direito.
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