Pré-eclâmpsia Grave: Manejo de Urgência na Gestação

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Paciente gestante de 30 semanas, comparece à emergência com queixa de dor abdominal epigástrica, cefaleia e escotomas cintilantes visuais. Na triagem apresenta PA 170 x 100 mmHg. EC 90 bpm, Sat O₂ 98%. A conduta imediata de urgência deve ser:

Alternativas

  1. A) Verificar sinais de sangramento vaginal ou hipertonia uterina, auscultar os batimentos cardíacos fetais para determinar vitalidade fetal, administrar sulfato de magnésio IV como anticonvulsivante e hidralazina IV como anti-hipertensivo, interromper a gravidez em 4/6h. após estabilização clínica.
  2. B) Solicitar ultrassonografia obstétrica para avaliação fetal, administrar Captopril SL como anti-hipertensivo, encaminhar a paciente à maternidade de alto risco por meios próprios.
  3. C) Solicitar exames laboratoriais e ultrassonografia obstétrica e interromper a gravidez antes mesmo de administrar qualquer medicação.
  4. D) Administrar anti-hipertensivo oral disponível, encaminhar para pré-natal de alto risco para acompanhamento ambulatorial.

Pérola Clínica

Gestante >20s com PA >160/110 + sintomas graves → Pré-eclâmpsia grave: Sulfato de Mg + anti-hipertensivo + estabilização para interrupção.

Resumo-Chave

A gestante apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave, caracterizada por hipertensão e sintomas de disfunção de órgãos-alvo. A conduta imediata visa prevenir convulsões (sulfato de magnésio), controlar a pressão arterial (anti-hipertensivos) e avaliar a vitalidade materno-fetal, preparando para a interrupção da gravidez após estabilização.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave é uma complicação séria da gravidez, geralmente após 20 semanas de gestação, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo. Pode evoluir para eclampsia (convulsões) ou Síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, plaquetopenia), representando risco de vida para mãe e feto. O reconhecimento rápido é vital. A apresentação clínica inclui hipertensão (PA ≥160/110 mmHg), cefaleia, distúrbios visuais (escotomas cintilantes), dor epigástrica ou em quadrante superior direito, e edema. A conduta imediata envolve a estabilização da paciente: prevenção de convulsões com sulfato de magnésio intravenoso e controle da pressão arterial com anti-hipertensivos como hidralazina ou labetalol. É crucial monitorar a vitalidade fetal e materna. Após a estabilização inicial, a interrupção da gravidez é o tratamento definitivo, geralmente planejada para ocorrer em 4 a 6 horas, dependendo da idade gestacional e da condição materno-fetal. A via de parto é determinada por condições obstétricas. O manejo pós-parto também exige atenção, pois as complicações podem persistir ou surgir no puerpério.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave?

Pré-eclâmpsia grave é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA sistólica ≥160 mmHg ou diastólica ≥110 mmHg) e um ou mais dos seguintes: cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, disfunção hepática, insuficiência renal ou edema pulmonar.

Qual a importância do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante central, reduzindo a excitabilidade neuronal e o risco de eclampsia.

Quando a interrupção da gravidez é indicada na pré-eclâmpsia grave?

A interrupção da gravidez é o tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia grave e deve ser considerada após a estabilização materna, especialmente se a idade gestacional for ≥34 semanas ou se houver deterioração clínica materna/fetal em qualquer idade gestacional.

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