Pré-eclâmpsia Grave: Diagnóstico e Sinais de Alerta

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2023

Enunciado

Em consulta de pré-natal, gestante de 34 anos de idade, na 30a semana de gestação,afirma que vem apresentando cefaleia e cansaço com piora nos últimos três dias. Também relata que apresentou turvação visual ao se levantar hoje. Nega comorbidades prévias. Ao exame físico, PA: 140x100mmHg, edema de membros inferiores ++/4+. Teste de proteinúria: positivo.Diante do quadro clinico, indique a principal suspeita diagnóstica:

Alternativas

  1. A) Hipertensão gestacional.
  2. B) Eclâmpsia.
  3. C) Pre-eclâmpsia leve.
  4. D) Pre-eclâmpsia grave.

Pérola Clínica

Gestante > 20 sem, PA ≥ 140/90 + proteinúria + sintomas graves (cefaleia, turvação visual) = Pré-eclâmpsia Grave.

Resumo-Chave

A gestante apresenta hipertensão (PA 140x100mmHg) após 20 semanas de gestação, proteinúria e sintomas de gravidade como cefaleia e turvação visual, o que configura o diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, exigindo manejo imediato.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria que se desenvolve após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, tornando seu diagnóstico e manejo precoces cruciais para a segurança da gestante e do feto. A forma grave da doença exige atenção imediata devido ao risco de complicações sérias. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial sistêmica, vasoconstrição generalizada e ativação da coagulação. Os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia grave incluem PA ≥ 160/110 mmHg, proteinúria significativa, e/ou a presença de sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais (turvação, escotomas), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar, oligúria, e alterações laboratoriais (plaquetopenia < 100.000/mm³, elevação de transaminases > 2x o normal, creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação da basal). O manejo da pré-eclâmpsia grave visa prevenir complicações como eclâmpsia, síndrome HELLP e descolamento prematuro de placenta. Inclui internação hospitalar, monitorização rigorosa da mãe e do feto, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, que é a única cura definitiva. A idade gestacional e a gravidade do quadro guiam a decisão sobre o momento do parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 1+).

Quais sintomas indicam gravidade na pré-eclâmpsia?

Sintomas de gravidade incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais (turvação, escotomas), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, edema pulmonar, oligúria, e alterações laboratoriais como plaquetopenia, elevação de transaminases ou creatinina.

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria ou outros sinais de disfunção orgânica. A pré-eclâmpsia é a hipertensão gestacional associada a proteinúria ou sinais de disfunção de órgão-alvo.

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