Pré-eclâmpsia Grave: Diagnóstico e Conduta Imediata

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Gestante de 37/38 semanas, hipertensa apesar do uso regular da medicação, queixa-se de cefaleia intensa, distúrbios visuais e dor epIgástica em barra. O diagnóstico mais provável e a mehor conduta imediata a ser realizada são:

Alternativas

  1. A) pré eclâmpsia grave – sulfato de magnésio e interrupção da gestação
  2. B) pré eclâmpsia leve – admissão hospitalar, otimização dos anti-hipertensivos e aguardar o parto por via obstétrica
  3. C) pré eclâmpsia leve – otimizar os anti-hipertensivos e contole ambulatorial
  4. D) pré eclâmpsia grave – cesariana imediata

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia grave (cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica) → Sulfato de Magnésio + Interrupção da gestação.

Resumo-Chave

A presença de cefaleia intensa, distúrbios visuais e dor epigástrica em barra em uma gestante hipertensa indica pré-eclâmpsia grave, com risco iminente de convulsão (eclâmpsia) e outras complicações. A conduta imediata é a profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio e a interrupção da gestação.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A forma grave da doença é definida pela presença de pressão arterial muito elevada ou por sintomas e sinais de disfunção de órgãos, como cefaleia intensa, distúrbios visuais, dor epigástrica ou no hipocôndrio direito, indicando comprometimento cerebral, hepático ou outros. Os sintomas apresentados pela gestante (cefaleia intensa, distúrbios visuais e dor epigástrica em barra) são marcadores claros de gravidade da pré-eclâmpsia. A cefaleia e os distúrbios visuais (escotomas, diplopia) refletem o comprometimento do sistema nervoso central, enquanto a dor epigástrica em barra pode indicar edema ou isquemia hepática, sendo um sinal de alerta para Síndrome HELLP. A identificação precoce desses sinais é crucial para o manejo. A conduta na pré-eclâmpsia grave é a estabilização materna e a interrupção da gestação. A estabilização inclui o controle da pressão arterial e, fundamentalmente, a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio. Uma vez estabilizada, a gestação deve ser interrompida, preferencialmente por via vaginal se as condições obstétricas permitirem, ou por cesariana. A interrupção é a única medida curativa para a pré-eclâmpsia, visando prevenir a progressão para eclâmpsia e outras complicações materno-fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia grave?

Além da hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação) e proteinúria, a pré-eclâmpsia é grave se houver PA ≥ 160/110 mmHg, sintomas neurológicos (cefaleia, distúrbios visuais), dor epigástrica/hipocôndrio direito, edema pulmonar, disfunção renal/hepática ou trombocitopenia.

Por que o sulfato de magnésio é a conduta imediata na pré-eclâmpsia grave?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia (convulsões). Ele atua como um anticonvulsivante, estabilizando as membranas neuronais e reduzindo o risco de crises convulsivas.

Quais são as indicações para a interrupção da gestação na pré-eclâmpsia grave?

A interrupção da gestação é indicada na pré-eclâmpsia grave, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição materna esteja estabilizada. É a única medida definitiva para reverter a doença, visando proteger a vida da mãe e do feto.

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