UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Gestante de 37 anos, G1P0, com 37 semanas e 6 dias de gestação, comparece ao Pronto-Atendimento do hospital com queixa de dor de cabeça de forte intensidade e turvamento visual há 4 horas. Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, hipocorada, afebril, com edema de extremidades, PA 160x111mmHg, dinâmica uterina ausente. Toque vaginal revela colo grosso posterior e fechado. Cardiotocografia, padrão tranquilizador, sem alterações de vitalidade fetal. Qual o diagnóstico mais provável no momento?
PA ≥ 160x110 mmHg ou sintomas neurológicos/visuais em gestante com pré-eclâmpsia → Pré-eclâmpsia grave.
A pré-eclâmpsia grave é definida pela presença de hipertensão (PA ≥ 160/110 mmHg) ou sintomas de disfunção de órgão-alvo, como cefaleia persistente e distúrbios visuais, independentemente da proteinúria. A idade gestacional avançada e a presença de sintomas neurológicos e visuais, juntamente com a PA elevada, são cruciais para o diagnóstico.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva da gestação que afeta aproximadamente 2-8% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se por hipertensão após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. É crucial para o residente saber diferenciar os graus de gravidade para um manejo adequado. O diagnóstico da pré-eclâmpsia grave é estabelecido pela presença de pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, ou pela presença de sintomas de disfunção de órgão-alvo, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. O tratamento da pré-eclâmpsia grave visa prevenir complicações maternas, como eclâmpsia e AVC, e otimizar o bem-estar fetal. Inclui controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação, especialmente após 34 semanas ou em casos de deterioração materna/fetal.
Os principais sinais incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, e sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria e edema pulmonar.
A conduta inicial envolve estabilização da paciente, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e avaliação da vitalidade fetal, visando a interrupção da gestação.
A eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, sem outra causa neurológica. A pré-eclâmpsia grave apresenta os critérios de gravidade sem convulsões.
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